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Novo aeroporto no Montijo poderá ser uma «solução esgotada entre 2030 e 2035»

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Em um artigo técnico publicado na última edição do Boletim da Associação da Força Aérea Portuguesa, os autores Carlos Matias Ramos, Carlos Brás, Jaime Valadares e João Ivo da Silva indicam que a nova solução complementar do Montijo terá uma limitada longevidade: entre 2030 e 2035, defende o artigo, a capacidade aeroportuária da configuração ‘Portela+Montijo’ esgotar-se-á.

Longevidade ‘Portela+Montijo’ é muito limitada, defende artigo técnico

A capacidade aeroportuária de Lisboa ficará esgotada em apenas oito a 15 anos com a transformação da base aérea do Montijo (BA6) no aeroporto complementar de Lisboa, começando a operar em 2022 como previsto – esta é a conclusão do artigo técnico redigido por Carlos Matias Ramos (ex-presidente do LNEC e antigo bastonário dos engenheiros), Carlos Brás (general engenheiro de aeródromos), Jaime Valadares (controlador de tráfego aéreo e ex-director de navegação aérea da ANA) e por João Ivo da Silva (piloto aviador e gestor operacional de aeroportos).

A previsão patente neste artigo técnico reduz significativamente os prazos de três a quatro décadas avançados pelo governo para justificar a solução ‘Portela+Montijo’ – os autores criticam a postura do Executivo, argumentando que este dossier é exemplo de como «a decisão política é tomada e depois se desenvolvem as diferentes ações para a justificar e implementar», cita hoje o jornal ‘Público’.

A longevidade da Portela + Montijo «esgotar-se-ia entre 2030 e 2035» com os previstos 72 movimentos/hora nas duas pistas, quando o governo diz ser «até 2050» – e «recentemente foi referido 2062» – com base nas projecções de tráfego feitas pela consultora Roland Berger. Para os autores, essa saturação já «ocorreria circa 2030», com 70 movimentos/hora e quando é sequer «pouco provável que estes sejam atingidos» devido às obras anunciadas para a Portela e para o Montijo. Sem «mais investimento, o esgotamento da solução ocorrerá provavelmente ainda antes de 2030».

As dúvidas dos autores no que toca ao número de movimentos/hora avançados pelo governo assentam, entre outros aspectos, no facto de a Roland Berger optar pela «sistemática subestimação do número de movimentos» na última das 30 horas com maior volume de tráfego num determinado ano. A convicção dos autores, detalha o ‘Público’, é de que a consultora prevê menos movimentos para a 30.ª hora do que os dados actuais antecipam.

«Utilizando uma aproximação mais objectiva à relação entre o número de movimentos anuais previstos pela Roland Berger e o número de movimentos na 30.ª hora de pico para os vários anos da projecção, facilmente se conclui que a solução Portela + Montijo se esgotará pouco depois de 2030, 2035 na melhor das hipóteses», vincam os autores do artigo técnico.

Com ‘Público’

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