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Novos órgãos sociais da ANTRAM empossados: Pedro Polónio traçou metas para o futuro do sector

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Ocorreu ontem (dia 22 de Janeiro), no hotel Executive Art’s, em Lisboa, a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais nacionais da ANTRAM – tal como a Revista Cargo havia já noticiado, Pedro Polónio assumiu a presidência da associação, sucedendo a Gustavo Paulo Duarte, que manter-se-á em funções, desta feita como vice-presidente, sendo acompanhado por Fernando Manuel Torres, da empresa Torrestir.

«Missão», «aprendizagem» e «amizade»: estas foram as palavras escolhidas pelo novo presidente da ANTRAM para caracterizar o caminho do passado recente, e serão, da mesma fora, as palavras que nortearão os trilhos do futuro sob a nova direcção. «Missão porque foi com esse espírito que, em 2014, aceitei o convite para integrar aquela que é hoje a direcção cessante», começou por explicar Pedro Polónio, durante o seu discurso.

Gasóleo profissional e «acordo histórico» para o novo CCTV entre os momentos altos

Pedro Polónio«À época, vivam-se tempos difíceis de crise prolongada e profunda em Portugal, com as empresas em grande dificuldade e um sector muito divorciado da associação, e, acima de tudo, uma associação com graves dificuldades financeiras. Se já antevíamos que iríamos ter essas dificuldades, a realidade conseguia ser ainda mais cruel e abrupta do que aquilo que antevíamos: os problemas financeiros aumentavam à medida que íamos tendo conhecimento dos diversos dossiers», relatou, caracterizando o primeiro mandato como «muito virado para a associação».

Entre as prioridades, recordou, estiveram o reerguer da entidade, «a sua aproximação aos sócios», a melhoria da sua «vertente comercial juntos dos associados». O caminho, «da reestruturação financeira, à criação do departamento comercial, à criação de uma nova imagem, ao desenvolvimento dos congressos (ano após ano mais participados)» foi árduo, reconheceu. Entre os triunfos, Pedro Polónio destacou «a importância do gasóleo profissional (uma reclamação com vários anos), o reaproximar das relações com a FECTRANS – principal sindicato do sector – que serviu de base para, já num segundo mandato, conseguirmos, com um novo CCTV, desbloquear um impasse que já levava 21 anos».

O acordo com a FECTRANS, considerou, foi «um marco histórico» que deverá orgulhar toda a associação. «A segunda palavra é: aprendizagem. Pela primeira vez, a maior parte de nós foi colocada à prova em novos e desconhecidos contextos e a ter de tomar decisões: tivemos de fazer muito trade off, coisa que não estamos muito habitados a fazer. Demos por nós nos corredores do ministério, a vender novas ideias, projectos, a dialogar com políticos; as nossas ideias começaram a fazer sentido, a ter boas reacções, essas mesmas ideias foram evoluindo, melhorando, ficando mais maduras».

«Estou certo que hoje, e eu todos os que estiveram na ANTRAM estamos mais capazes, devido à experiência, para servir o sector. Por último, destaco a palavra amizade», um vector essencial que uniu a direcção nos seis últimos anos, assinalou. A tríade de valores valerá também para os desafios impostos pelo futuro: «Estas são as palavras para trás, mas também tenho de as destacar para o futuro. Vou usar exactamente as mesmas palavras para o futuro. Começo pela palavra ‘missão’: porque é com este espírito que desempenharei este novo cargo», frisou.

Pedro Polónio: ANTRAM vai «defender o actual CCTV» e pugnar pela «eficiência na gestão da frota»

ANTRAMEntre as metas estão a consolidação das «finanças da associação», um posicionamento «junto dos centros de decisão, nacionais, europeus e mundiais»; ficou também a garantia de que a associação vai «defender o actual CCTV: tudo faremos para que os mercados reajam positivamente aos novos custos adicionais das empresas, para que estas não fiquem sufocadas», afiançou Pedro Polónio. «Vamos procurar que haja maior eficiência na gestão das frotas» para que, dessa forma, «as empresas consigam ser mais rentáveis», acrescentou.

O novo presidente da ANTRAM assinalou o «momento importante» da «renegociação de novas regras no mercado europeu», um desafio que deve ser acompanhado de perto, «sob pena de o nosso transporte poder ficar severamente afectado por uma manifesta perda de competitividade para com os países do Leste», apontou. «Iremos dar os nossos contributos, opiniões e ideias para ajudar a uma redução na pegada de carbono do transporte, estimulando as empresas à renovação das frotas», frisou na recta final do seu discurso. No fim, um «recado» para a AMT.

«Será também importante a ANTRAM monitorizar a adequação da frota ao mercado, o que certamente teremos oportunidade de fazer, através do Observatório dos Transportes, para cuja criação vamos pugnar – deixando, desde já, esse recado à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, com quem esse dossier se encontra», rematou Pedro Polónio.

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