Nuno Afonso Moreira: «O gás natural veicular tem também de ter uma vertente renovável»

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O seminário ‘Gás Natural na Mobilidade’, promovido pela GASNAM no passado dia 15 de Novembro, continua a dar que falar, ou não fosse o seu tema central um dos tópicos mais quentes, não só do presente como do futuro, do transporte terrestre, quer de cargas como também de passageiros. A Revista Cargo acompanhou a sessão e traz-lhe até si o testemunho de Nuno Afonso Moreira, Presidente Executivo da Dourogás GNV.

Peça fundamental do puzzle do processo de implementação e disseminação do gás natural na mobilidade, a Dourogás GNV esteve representada no seminário por João Filipe Jesus e Nuno Afonso Moreira – é sobre as declarações do último que esta reportagem se debruça. Sentado ao lado de Joaquín Mendiluce, presidente da GASNAM, Nuno Afonso Moreira traçou o retrato operacional da Dourogás e abordou os projectos e os desafios que se afiguram no horizonte.

Nuno Afonso Moreira analisou trajectória de expansão do grupo Dourogás

«O grupo Dourogás tem ao longo do tempo vindo a desenvolver as suas áreas de negócio no sector, sobretudo no sector do gás. E foi desenvolvendo actividades em diversas linhas, seja na introdução e na chegada do gás natural à região norte e interior, onde hoje está disponível praticamente em todas as sedes de concelho do norte e interior. Destaco isto porque esta chegada é inicial à disponibilidade para o GNV, sobretudo no que diz respeito ao gás natural comprimido vindo das redes», começou por afirmar.

«Ao longo do tempo e por necessidade tivemos de nos expandir para todo o território. Deixo-vos esta provocação: evidentemente que não é fácil, num país pequeno como o nosso, fazer chegar GNL directamente, fizemo-lo com algum esforço; por uma vez que usámos o terminal de Sines e estamos muito contentes por isso. O que quer dizer que esta descarga foi praticamente de 100% das descargas de pequenos operadores, pelo que acho que há algum caminho a percorrer, mas também queria destacar esta importância de fazermos alguma coisa que não tinha sido feita», sublinhou Nuno Afonso Moreira.

«Projecto de produção e limpeza de biogás» em destaque: «O gás natural veicular tem também de ter uma vertente renovável»

«Queríamos destacar um projecto que nós vemos com muito carinho: através do fundo de apoio à inovação conseguimos durante os anos de 2017 e 2018, aliás começámos em 2016, começar a desenvolver um projecto de produção e limpeza de biogás, transformando-o na qualidade necessária para ser colocada nos camiões de resíduos. Chamámos-lhe BIOGMV. Entendemos que o gás natural veicular tem também de ter uma vertente renovável. E esse será, com certeza, o desafio seguinte», desvendou, para aprofundar o tema.

«Este projecto contempla um ciclo fechado de energia, um camião descarrega o resíduo na central, a partir daí é produzido biogás, que é limpo pelas nossas instalações, é comprimido e injectado no camião. Portanto, a energia contida no resíduo (lixo) que o camião traz é utilizada para meter no seu depósito. E este conceito julgo que é algo que devemos perseguir com muito rigor. É também uma vertente de uma actividade que vos queria deixar e a nossa aposta para, além de expandir o sector do gás natural veicular, através do número de postos e clientes, também apostar paralelamente no biogás natural veicular, biometano com injecção das redes», explicitou ainda.

A finalizar, Nuno Afonso Moreira levantou o véu sobre «alguns projectos» que estão na mira da Dourogás GNV e que serão alvo de candidaturas num futuro próximo. Alguns deles de «investigação científica, ligados ao hidrogénio».

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