Porto de Leixões novo terminal

Nuno Araújo abordou os «investimentos importantes» que trarão maior competitividade a Leixões

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Em entrevista ao ‘Jornal de Matosinhos‘, Nuno Araújo, presidente da APDL, abordou os «dois investimentos importantes» que poderão manter Leixões na rota do crescimento: o prolongamento do quebra-mar e a dragagem da bacia de rotação. O sucessor de Guilhermina Rego na presidência da administração falou em detalhe do projecto de acessibilidades marítimas, não esquecendo a empreitada reconversão do Terminal Multiusos.

Nuno Araújo defende crucialidade da extensão do quebra-mar e dragagem da bacia

«Temos dois investimentos importantes. O prolongamento do quebra-mar e a dragagem da bacia de rotação. O projecto global é designado de acessibilidades marítimas ao Porto de Leixões, que se divide em duas fases, as dragagens e o aumento do quebra-mar em 300 metros face ao que temos actualmente», descreveu Nuno Araújo, dando enfoque depois ao investimento relativo à «reconversão  do Terminal Multiusos num novo Terminal, multi-funcional, que permite o desenvolvimento de duas actividades nessa infra-estrutura —o Ro-Ro», tido como «uma das mais importantes actividades» para o porto nortenho, «pois é a movimentação de carga que mais cresce» a par da «movimentação de contentores».

São «obras completamente distintas e com objectivos muito distintos», esclareceu o presidente da APDL ao ‘Jornal de Matosinhos’, explicando que o incremento das acessibilidades marítimas visa «aumentar os índices de segurança dos navios que já hoje entram no Porto de Leixões e que querem continuar a escalar o porto» – neste cômputo, a segurança é prioridade intocável: «Há uma questão que tem a ver com a segurança que nem é sequer mensurável, pois nem consigo medir quanto representaria um impacto que teria na nossa região se tivéssemos um acidente com um navio à entrada do Porto de Leixões», vincou. Mas não só. Existe uma segunda meta: «Fazer com que uma parte significativa da frota mundial de navios, que já hoje existe, e quer quer escalar Leixões, o possa fazer em segurança. Em resumo: captar maiores navios fazendo-o com maiores índices de segurança.

Nuno Araújo garante APDL focada em criar condições para que Leixões receba os maiores navios

Nuno Araújo APDLNuno Araújo confirma que, por razões de segurança, o porto vê-se obrigado a recusar certas escalas: «Em diversas exposições públicas apresentamos essas evidências, de empresas que querem escalar e nós recusamos, porque não temos capacidade para os receber, não lhes conseguimos oferecer condições de segurança para receber esse tipo de navios. E para que isso seja possível há uma condição imprescindível, o aumento do quebra-mar», explanou. O projecto, que tem sofrido avanços e recuos, «permitirá aumentar os índices de segurança dos navios que já entram em Leixões e também receber outros de maior dimensão, até 14 metros de calado, cerca de 300 metros de comprimento e, aproximadamente entre 5 a 6 mil TEU. E porquê este tipo de navios? Porque já hoje pedem para escalar Leixões e não os conseguimos receber», explicou.

Para acompanhar o progresso dos índices de competitividade do Shipping actual, o porto terá de se apetrechar para poder fazer face às necessidades do mercado, cada vez mais moldado a navios porta-contentores de maiores dimensões. «Esse tipo de navio, é a maior percentagem de frota a nível mundial. Se dissermos que a frota mundial é 100% dos navios, diria que este tipo de dimensão de navios representa entre 12 a 13% dessa frota. Outrora recebíamos cerca de 70% da frota mundial, que queria escalar Leixões. Hoje isso já não é verdade. É cerca de 40%. Mas depois desse investimento podemos estar novamente nos tais 70% que já aconteceu no passado», comentou Nuno Araújo, lembrando que a predominância de navios de grande dimensão continuará a ser regra: «A APDL tem a certeza absoluta de que esse tipo de navios continuará a operar à escala mundial. E a querer entrar em Leixões. Temos essas evidências. O nosso objectivo com esse investimento é poder recebê-los», rematou.

Fonte: Jornal de Matosinhos

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