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O desafio das Vacinas anti-COVID: Gestão logística sem esquecer a gestão de expectativas

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Em entrevista concedida ao ‘Executive Digest‘, Raul Magalhães, presidente da APLOG, dissertou sobre os principais desafios logísticos sobre a tarefa mundial da distribuição mundial da vacina contra a Covid-19. Para o líder da associação, a gestão logística tem de estar de mãos dadas com o processo de gestão das expectativas, sem esquecer, a montante, a problemática da produção (em massa).

Vacinas contra a COVID: urgência coloca «pressão em toda a cadeia»

Raul Magalhães APLOG1A urgência da necessidade de vacinar os grupos de risco coloca «pressão em toda a cadeia», desde o fabrico, passando pela distribuição e aplicação. «Estes desafios serão tanto maiores, quanto mais atrasos face ao previsto existirem na capacidade de produção. Em termos de cadeia de valor não é um tema logístico ou seja de armazenagem, manipulação e entrega mas um tema da cadeia de abastecimento como um todo e com especial enfoque a montante…leia-se produção!», explicou Raul Magalhães, durante a entrevista à ‘Executive Digest’.

«A gestão das expectativas deve ser feita com todo o cuidado por ser um tema sensível afectando milhões de pessoas e com variáveis nem sempre geridas e dominadas pelos governos ou autoridades de saúde. Isto tornou-se evidente no caso de Portugal, onde já tivemos que actualizar ou refazer o plano e as expectativas iniciais», argumentou o líder da APLOG, que, na semana passada, foi reeleito. Recorde-se que o plano de vacinação em território português arrancou no passado dia 27 de Dezembro – entre os players logísticos de referência envolvidos no processo esteve a Rangel (que entregou o lote inaugural de vacinas).

«Transportando para a escala global, teremos seguramente países ou regiões geograficamente mais isoladas e/ou menos suportadas em termos de infraestruturas ao nível rodoviário ou aéreo, que terão mais dificuldade em dar resposta a este desafio humanitário. Este tipo de situações nestas regiões, obrigará a soluções dedicadas, com maior impacto nos transportes intercontinentais. No caso da EU, havendo uma grande fatia produzida no seu espaço geográfico, o problema não será tão crítico porque a maioria dos transportes será feito por via terrestre», prosseguiu.

«Num plano mais micro/nacional, não podemos esquecer o desafio de fazer um planeamento tão perfeito quando possível por forma a chegar às pessoas certas, de uma forma ágil e rápida, conforme as prioridades de vacinação definidas, incluindo e cumprindo planos de contingência para as vacinas excedentes, de forma a não suscitar qualquer dúvida a quem toma a decisão sobre a quem serão aplicadas», rematou.

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