Ocean Campus: Eis o projecto de 300 milhões que vai revolucionar a zona ribeirinha entre Pedrouços e Cruz Quebrada

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Já é apelidado de “Nova Expo”, numa comparação com a requalificação de toda a zona Oriental da cidade de Lisboa, no final da década de 90, quando Lisboa recebeu a Expo 98. Agora, será toda a zona ribeirinha entre a doca de Pedrouços e a Cruz Quebrada que será alvo de uma profunda intervenção até 2030, onde o Governo prevê investimentos na ordem dos 300 milhões de euros, revolucionando por completo toda uma zona de domínio portuário (sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa).

O Ocean Campus – assim denominado – estende-se por uma área total de 64 hectares, numa zona de fronteira entre o Município de Lisboa e o Município de Oeiras. A apresentação do projecto foi realizada esta segunda-feira pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, contando com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, para além do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Portugal quer ser central no domínio das Ciências Marítimas e Marinhas e da Economia Azul

Em comunicado, o Ministério do Mar salienta que o projecto Ocean Campus «concretiza o objectivo estratégico do Governo de posicionar Portugal como uma referência internacional nos domínios da ciência, da I&D e da tecnologia no que respeita às Ciências Marítimas e Marinhas e à Economia Azul, potenciando um cluster de desenvolvimento associado ao mar, através de uma rede de unidades de investigação, ensino e desenvolvimento tecnológico, cujo objectivo principal será gerar inovação e investigação qualificada e fornecer aos serviços que aqui se instalem as melhores condições para competir no mercado global».

Entre os grandes objectivos para este novo espaço, o Ministério do Mar identifica quatro fundamentais: «Criar um Campus de ID&I internacional de atividades ligadas ao mar, recuperando um espaço de forte memória portuária, criando condições logísticas para o desenvolvimento da economia nacional, potenciando a economia azul; Agregar, sob a temática do mar, vários organismos, serviços e instituições públicas, polos universitários, laboratórios de investigação, unidades âncora para desenvolvimento de novos modelos de relacionamento; Criar uma zona embrião de startups, salas de reuniões, auditório e zona de exposições, alojamento temporários para investigadores e postos de atracação de navios de investigação; Requalificar uma zona de mais de 60 hectares no limiar da malha urbana de Lisboa e Oeiras e na linha de água da foz do Tejo, apostando-se na reabilitação da Doca de Pedrouços e dos armazéns da Docapesca; Criar uma rede de excelência de unidades de investigação, ensino e desenvolvimento tecnológico, gerando inovação e investigação qualificada, potenciando o conhecimento e economia azuis».

Investimento de 300 milhões de euros será maioritariamente privado

Ao todo, o Ministério do Mar estima que o Ocean Campus captará um investimento total de 300 milhões de euros até 2030, do qual 73% será investimento privado, 25% será investimento público-privado e apenas 2% será investimento totalmente público. Já no que respeita ao retorno desse investimento, estimam-se receitas anuais na ordem dos 6,8 milhões de euros.

O projecto contará com três fases de implementação. Numa primeira fase (até final de 2022) serão investidos 118 milhões de euros, com destaque para a Marina de Pedrouços (31 milhões de euros), espaço para instalação de empresas (21,2 milhões de euros), a criação de um Ocean Lab (20,7 milhões de euros), residências temporárias para investigadores e cientistas (18,4 milhões de euros), restauração (11,5 milhões), entre outros.

Numa segunda fase (2022-2026) serão investidos 152 milhões de euros, contemplando um hotel (38,4 milhões de euros), um espaço empresarial e para centros de investigação (36,8 milhões), a Marina do Jamor (30 milhões de euros), a Blue Business School (27 milhões de euros), assim como investimentos de 20 milhões de euros em terrapleno, arranjos exteriores ou acessibilidades.

Por fim, numa terceira fase (2026-2030) serão investidos 30 milhões de euros, igualmente em terrapleno, arranjos exteriores e acessibilidades.

 

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