Opções de entrega mais céleres resultam em maiores atrasos, diz estudo da LateShipment.com

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A LateShipment.com, fornecedora de soluções logísticas, divulgou um relatório que constata que mais de 6% das 507.873 encomendas das gigantes logísticas americanas FedEx e da UPS, rastreadas entre Janeiro e Março de 2019, sofreram atrasos. Cerca de 72% dessas entregas foram alvo de um atraso de, pelo menos, 24 horas, revelou o relatório.

Apesar da opção por serviços de transporte prioritário ou de entrega no dia seguinte (com as duas companhias americanas), quanto mais rápido o tempo prometido, maior a chance de uma entrega de encomenda ficar atrasada, relata o estudo. A FedEx Priority Overnight viu uma média de quase 18% das encomendas (do grupo das encomendas rastreadas) entregues para lá do tempo estipulado, ao passo que o serviço UPS Next Day Air Saver viu mais de 11% de atraso em comparação com médias de 2,63% e 4,3%, respectivamente, para as suas opções de envio por terra ou de dois dias.

Os dados do relatório divulgado pela LateShipment.com mostraram consistentemente, em todas as categorias de produtos, incluindo vestuário, auto-peças, alimentos e brinquedos, que as opções de envio mais rápidas estavam associadas ao aumento de ocorrências de atrasos. «As opções de envio expresso com desempenho pior do que as opções de transporte terrestre são uma tendência bastante consistente em toda a indústria», comentou, à publicação Supply Chain Dive, Sriram Sridhar, CEO da LateShipment.com.

«Tal pode ser atribuído, principalmente, ao facto de o transporte expresso ter que funcionar dentro de uma janela de tempo mais apertada, desde a colecta até a entrega e o tipo de métodos de transporte envolvidos. Essas janelas mais curtas, deixam muito pouco espaço para a recuperação de erros, o que resulta em uma maior frequência de atrasos», explicou Sriram Sridhar.

«Com embarques terrestres, as transportadoras têm mais locais onde podem compensar em caso se de atraso, prosseguiu Sridhar. «No entanto, uma vez que os embarques de next day são normalmente realizados por via aérea e há menos paragens entre um aeroporto e o camião que executa o trajecto final, é significativamente mais difícil recuperar-se de quaisquer contratempos ao longo do caminho».

Além dos atrasos causados por falhas de transporte ou intempéries, também a ascensão do e-commerce reduziu a previsibilidade das encomendas, particularmente durante os períodos de pico. Segundo Sridhar, esse facto é passível de sobrecarregar as operadoras e causar atrasos. Recorde-se que a Amazon sentiu esse efeito durante o seu mais recente evento ‘Prime Day’, durante o qual alguns clientes relataram receber encomendas com atraso.

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