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OPINIÃO de Andrea Van der Biest (Cargofive): “Transitários tradicionais ameaçados por cinco tipos de empresas”

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Com o surgimento da transformação digital, os Transitários tradicionais estão a ser ameaçados por cinco tipos de empresas. Existem agora start-ups, fornecedores e mesmo clientes a utilizar as novas tecnologias para desenvolver novos modelos de negócio que melhoram a experiência do cliente e a eficiência operacional. Estes novos modelos de negócio digitais têm a força necessária para aproveitar a liderança do sector ultrapassando os Transitários tradicionais. Assim, todos os Transitários tradicionais que pretendem sobreviver no mercado não têm outra alternativa a não ser aderir à digitalização.

Os Transitários tradicionais estarem a ser ameaçados por novos modelos de negócio não é algo de novo. É algo que está a crescer desde o inicio da digitalização, mas é um assunto que está a ficar cada vez mais importante. Tratando-se da sobrevivência do negócio é algo decisivo e não poderá ser subestimado. A transformação digital no Freight Forwarding, onde a maioria dos processos é processada manualmente, pode reduzir os custos operacionais até 40% e ainda mais outros custos directos. Assim, trata-se de uma grande oportunidade para novos competidores assumirem o controlo do mercado. Hoje, os clientes já exigem respostas cada vez mais rápidas às suas solicitações e irão, seguramente, escolher o fornecedor que ofereça a melhor experiência.

Na verdade, já existem várias empresas a lutar para conquistar o seu espaço no mercado. É por isso que existem cinco tipos de empresas a ameaçar os Transitários tradicionais:

  • Concorrentes em Incubação: Existem transitários como Agility´s Shipa freight, Kuehne + Nagel e a Damco Twill Logistics a digitalizar a sua abordagem ao mercado, bem como a incubar novos modelos de negócio para reinventar a experiência do cliente, melhorar os benefícios e dar um impulso ao crescimento.
  • Digitalização dos fornecedores: os armadores também enfrentam a transformação digital para acompanhar as necessidades do mercado. Por exemplo, a Maersk e a Hapag-Loyd pretendem oferecer cotações instantâneas para reduzir o tempo necessário para emitir uma reserva ao máximo possível. É cada vez mais comum os armadores venderem directamente ao Exportador ultrapassando os Transitários.
  • Start-ups emergentes: Ao desenvolver modelos de negócio digitais, as Start-ups podem oferecer uma experiência muito melhor ao cliente e com soluções adaptadas às suas necessidades, para além de fornecer mais visibilidade à cadeia de suprimentos. Por exemplo, já existem nomes como FreightHub e Flexport.
  • Clientes que se tornam competidores: Alguns dos maiores clientes dos Transitários com forte capacidade técnica têm a expectativa de melhorar e ter a controlo completo da experiência on-line. Desta forma estão a tentar entrar na indústria dos Transitários. Temos já o exemplo da Amazon.
  • Integradores a entrar no sector da Logística: Por outro lado, integradores como a UPS e FedEx estão em constante expansão das suas actividades logísticas. Estas empresas estão a aproveitar ao máximo a vantagem dos seus sistemas informáticos end-to-end.

Definitivamente, num cenário onde não há ainda um forte domínio no mercado por um dos concorrentes, a ideia de se tornar no número 1 é muito tentadora. Agora, todos contam com a digitalização para melhorar tanto a eficiência das operações como a experiência do cliente. Isto significa que o futuro dos Transitários tradicionais está em causa. Estes 5 tipos de empresas trazem-nos modelos de negócio inovadores com o potencial para virar a indústria do avesso.

Os Transitários tradicionais necessitarão de digitalizar o seu negócio para conseguirem acompanhar o mercado, caso contrário serão ultrapassados e desaparecerão.
Felizmente para eles, já existem disponíveis ferramentas e softwares desenvolvidos que poderão ajudar a tornar a transformação digital mais acessível, como por exemplo a Cargofive. Assim, caso não pretendam perder tempo precioso, têm a possibilidade de encontrar parcerias ou soluções criadas especialmente para ajudar os Transitários tradicionais. A nova Era do Freight Forwarding já começou e dirige-se para nada menos do que o crescimento!

Andrea Van der Biest, Marketing Manager na Cargofive

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