Transitários digitais

OPINIÃO de Sebastian Cazajus (Cargofive): “Uma nova era digital para os Transitários”

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 Num mundo em constante evolução, nenhuma empresa está imune à transformação digital, nem mesmo os transitários. Várias empresas nesta indústria já começaram a mudar, com resultados bastante promissores. Mas e as outras, as que ainda não mudaram? Ficarão para trás ou ousarão aceitar o desafio de mudar e seguir em frente?

Há aproximadamente cinco anos que o conceito de e-forwarding começou a surgir. A sua evolução pode ser observada, tanto nas mudanças do modelo de negócio das empresas do sector de freight forwarder digital, como nos transitários tradicionais já estabelecidos, que estão a desenvolver os seus próprios canais digitais.

No entanto, a transformação digital para este sector em particular, tem sido mais lenta do que noutros e porventura um pouco mais confusa pois, a cada dia que passa, surgem inúmeras opções de ferramentas que ajudam os transitários a melhorar as suas operações. Esta proliferação de soluções dificulta a escolha da forma mais adequada para embarcar na tão desejada transformação digital.



Nos últimos anos, um grande número de Transitários digitais, marketplaces de Transitários e outros fornecedores de software nesta área, surgiram com a missão de operar uma mudança significativa na indústria, fosse ela a de fortalecer os transitários tradicionais com novas ferramentas, ou a de ajudar a simplificar os processos.

Paralelamente algumas startups do sector mudaram seus modelos de negócios para se alinharem com as tendências e necessidades do mercado.

Um exemplo disso é a Fleet, uma startup fundada em 2015 como um marketplace (semelhante a um Trivago, mas para o sector de carga), onde os importadores e exportadores podiam qualificar os transitários quanto à sua performance, solicitar cotações e monitorizar as suas operações. A Fleet anunciou recentemente o encerramento do seu modelo de marketplace para se converter num Transitário digital, à semelhança da Flexport, IContainers, FreightHub e Zencargo.

Com este novo modelo, ao invés de se propor a conectar pequenas e médias empresas com Transitários, a Fleet está basicamente a assumir o papel do transitário.

Potenciar os Transitários na era digital

Todas essas mudanças geraram o crescimento progressivo da indústria. No entanto, há ainda muitos Transitários que continuam a ter processos manuais e que não sabem como a digitalização lhes pode ser benéfica.

O desafio da transformação digital pode custar àqueles que resolverem não o enfrentar, custos avultados ou mesmo o fechar de portas.

Este desafio é-nos bastante familiar e esteve na origem da constituição da Cargofive e Gencomex , um marketplace que compete com a Fleet no mercado latino-americano.

Trabalhar de perto com mais de 200 Transitários em diferentes países, incluindo 20 das mais renomadas empresas transitárias do mundo, permitiu-nos compreender que os Transitários precisam essencialmente de quatro coisas: conhecimento, clientes, rede de contactos e produto técnico robusto.

Um Transitário geralmente tem os três primeiros, mas precisa do suporte do quarto. É por isso que a Cargofive surgiu: para ajudar os transitários a optimizarem as suas operações através de uma plataforma digital que melhora a experiência do cliente final.

Numa Era de empresas como Airbnb, Trivago e Amazon, os profissionais de logística internacional estão habituados a ter transparência e facilidade com as vendas digitais, e  esperam o mesmo no seu trabalho.

Um Transitário que deseje desenvolver e manter a sua vantagem competitiva deve focar-se na eficiência da sua cadeia de valor e na experiência dos seus clientes.

De facto, cada vez mais os grandes forwarders estão a desenvolver as suas próprias soluções digitais, como:

  • Damco com Twill-Logistics.
  • Agility com a plataforma ShipaFreight.
  • Kuehne Nagel também tem vindo a enfrentar o desafio da digitalização, acrescentando a ferramenta de planeamento ‘Sea Explorer‘ (explorador marítimo) aos seus serviços on-line de cotações e reservas, combinando os seus dados com o de Logindex.
  • A Geodis também trouxe ao mercado em Março, uma plataforma de cotações online e reservas para os seus clientes, tanto para operações marítimas como aéreas. A sua plataforma, IRIS, permite que os seus clientes visualizem diferentes cotações e rotas em minutos.

E se o processo de digitalização é o passo necessário para os Transitários acompanharem a evolução da indústria, então porque não fazê-lo da melhor forma possível? A Cargofive quer ajudar os Transitários através da implementação de uma ferramenta sólida e de simples usabilidade, desenvolvida de acordo com as suas necessidades.

Sebastian Cazajus, co-fundador & CEO na Cargofive



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