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Ordem dos Engenheiros arrasa opção «política» do Aeroporto do Montijo

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A Ordem dos Engenheiros (OE) criticou fortemente a escolha do Governo para o novo aeroporto de Lisboa na base aérea do Montijo, cujo processo de consulta pública encerrou no passado dia 19. Para a OE, a opção, que recaiu sobre a ‘solução Montijo’, «é política e resulta de diversas condicionantes, cuja conjugação acabou por ditar um caminho irreversível», só podendo ser vista «como o entendimento da consequência de um processo que roçou a opacidade e que conduziu o país para essa inevitabilidade». A crítica da OE junta-se a um já vasto coro de avaliações negativas.

Na visão da OE, é lamentado o facto de a engenharia portuguesa não ter tido «oportunidade para qualquer intervenção na avaliação de eventuais alternativas que então eram possíveis mas que o arrastar do tempo acabou por aniquilar, pelo que a solução que agora se encontra em processo de AIa [Avaliação de Impacto Ambiental] acabou por inevitável e, pior, irrefutável». A entidade considera que a alternativa do Campo de Tiro de Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa é a mais satisfatória.

«Esta solução, que na altura foi politicamente aceite e considerada, é a única que interessa ao país, porquanto permitiria a construção de um aeroporto de raiz, com duas pistas paralelas e demais equipamentos aeroportuários e respectivas acessibilidades e meios de acesso, que configurariam os requisitos de um verdadeiro aeroporto internacional, infra-estrutura de que o país não dispõe e que com esta solução continuará a não dispor», declarou a OE, caracterizando esta opção como «consistente» e «de futuro».

«A Ordem dos Engenheiros não é insensível à falta de capacidade financeira do país para poder avançar com a única solução que entendemos ser consistente e de futuro, que passaria pela construção de um verdadeiro e adequado novo aeroporto de Lisboa (NAL), localizado nos concelhos de Montijo e Benavente, na proximidade de Canha, no campo de tiro de Alcochete, o que entende ser a única justificação para que possamos aceitar a decisão, muito embora esta fundamentação tenha sido muito pouco demonstrada», vincou a instituição liderada por Mineiro Aires.

Entre as críticas, a ordem salienta também o facto «unânime» de que «a solução Montijo irá atingir a saturação muito antes do prazo de concessão terminar, nada se sabendo do que nesse caso poderá suceder, nem que o contrato contempla». Também o domínio ambiental é invocado na crítica: a OE destaca que o Estudo de Impacto Ambiental sobre o novo aeroporto não levou seriamente em conta os potenciais efeitos do birdstrike (impacto das aves nos aviões) na segurança aeronáutica, enfatizando que persistem «dúvidas sobre se a solução Montijo será aquela que melhor assegura os desenvolvimentos regionais colaterais que normalmente se encontram associados à implantação de uma infra-estrutura aeroportuária».

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