Padrões de CO2 na UE: ACEA pede aos governos que adoptem «abordagem viável»

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No final de Dezembro, os 28 Estados-membros adoptarão, ao que tudo indica, as primeiras normas relativas às emissões de CO2 para camiões no domínio da União Europeia. Nesse contexto, a ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis) veio a público pedir aos governos que adoptem uma abordagem equilibrada e viável no âmbito do diploma, que, vincou, terá um enorme impacto no futuro da indústria dos veículos pesados.

ACEA defende «desafio» do corte de emissões mas…com realismo

«Não há dúvida de que a mudança climática é um desafio fundamental, exigindo esforços, por parte de todos os sectores do transporte, para que haja uma redução das emissões de CO2. A indústria dos camiões está totalmente empenhada em desempenhar o seu papel nesse processo», afirmou Joachim Drees, CEO da MAN Truck & Bus e Presidente do Conselho de Administração da ACEA, durante uma conferência de imprensa, realizada em Bruxelas.

«Para esse fim, instamos os Estados-membros a garantirem que as condições de enquadramento correctas estejam em vigor para este regulamento. Fornecer a infra-estrutura de carregamento necessária, assim como incentivos para investimentos iniciais em novas tecnologias e suporte efectivo à penetração no mercado de camiões com emissão zero e baixa emissão, serão pré-requisitos essenciais para atingir metas ambiciosas de CO2 e incentivar nossos clientes a comprar produtos mais limpos veículos», frisou Drees.

Metas propostas pela Comissão Europeia colocam pressão extra sobre o sector, disse Joachim Drees

A redução das emissões de CO2 proposta, em Maio, pela Comissão Europeia (menos 15% em 2025 e menos 30% em 2030), trilham o rumo para alcançar os objectivos do Acordo Climático de Paris. No entanto, alerta a ACEA, tais níveis definidos são altamente ambiciosos e exigirão uma implantação rápida e em grande escala de novas tecnologias powertrain – muitas delas, explica a associação, ainda não estão disponíveis para uma total introdução no mercado.

«Embora possa ser útil utilizar energia eléctrica para um camião de entrega que opera em ambientes urbanos, um cenário em que a electricidade é a escolha certa para operações de longa distância em toda a Europa é muito menos provável a médio ou mesmo a longo prazo» objectou Drees. Qualquer que seja o segmento, uma maior aceitação do mercado de camiões movidos a soluções alternativas requer algumas condições básicas, muitas das quais estão fora do controlo da nossa indústria e ainda hoje não existem», constatou.

«Não será fácil convencer os clientes» a comprarem camiões de baixas emissões, avisa Drees

Assim, apesar do entusiasmo colectivo com a apologia de fortes políticas ecológicas, a ACEA colocou, assim água na fervura, emprestando, como ficou explícito no discurso de Drees, pragmatismo e realismo: «Tendo em conta os obstáculos enfrentados actualmente pelos camiões de emissão zero – falta de infra-estrutura, perda de carga útil, alcance limitado, custos mais altos, não será fácil convencer os clientes a comprar esses camiões», avisou.

O CEO da MAN Truck & Bus deixou ainda um alerta final: «Os legisladores precisam de estar cientes de que forçar os fabricantes a fornecer um certo produto enquanto a procura é insuficiente é extremamente arriscado para a indústria de camiões da Europa».

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