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Pandemia não foi a principal culpada: carvão e contentores na origem da descida de -9,3%

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Os portos do Continente registaram perdas globais de -9,3% entre Janeiro e Maio de 2020 face ao mesmo período de 2019, em boa parte provocadas pela pandemia e pelas medidas de restrição aplicadas transversalmente. Ainda assim, explica a AMT no seu relatório, as primordiais causas da descida homóloga não têm «ligação directa» com o surto: o comportamento do segmento do Carvão em Sines e o dos contentores em Lisboa.

Pandemia ajudou, mas Carvão e contentores contribuíram mais para a descida

Não obstante o contexto de abrandamento da economia por efeito do surto pandémico da covid-19, que o INE retrata apresentando para o mês de maio o indicador de clima económico com o valor mais baixo desde Abril de 2013 e o índice de produção industrial a registar uma variação homóloga de -26%, importa assinalar que os dois mercados portuários que mais contribuíram para o desempenho negativo global do sistema portuário do Continente foram os do Carvão em Sines e da Carga Contentorizada em Lisboa», explica a AMT no seu mais recente relatório.

Estes dois mercados foram responsáveis por quebras de -1,54 milhões de toneladas (Sines) e de -783,3 mil toneladas (Lisboa), representando no conjunto 53,7% do total de -4,3 milhões de toneladas de carga perdida nos diversos mercados com comportamento negativo – no entanto, frisa a AMT, as «causas próximas» destas performances «não se prendem com a pandemia». Como se explicam, então, estes comportamentos?

Nporto lisboa camião trabalhadoreso que toca ao segmento de carga do Carvão: denote-se que Portugal praticamente deixou de importar Carvão, dado que as centrais termoeléctricas de Sines e do Pego, alimentadas com aquele combustível fóssil, estão com níveis de produção de electricidade inferiores em -98,8% e -74,4% aos registados no período de Janeiro a Maio de 2019, reflectindo a sua progressiva substituição pela electricidade produzida nas centrais térmicas com utilização de fuelóleo e gás natural e de origem eólica, bem como de outras fontes renováveis, embora de menor impacto.

Para explicar a quebra registada na movimentação de Carga Contentorizada em Lisboa «não poderá deixar de se referir a instabilidade laboral ali vivenciada, em persistente clima de greve dos trabalhadores portuários», justifica a AMT no seu relatório referente ao movimento portuário de cargas nos primeiros cinco meses do ano.

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