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Paz social em Setúbal: António Mariano (SEAL) adjectiva acordo de «equilibrado»

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António Mariano, líder sindical do SEAL, foi outro dos grandes intervenientes na negociação que hoje chegou a bom porto: o Porto de Setúbal entrará num processo de retoma da normalidade operacional de modo imediato, na sequência da assinatura do acordo de paz social que esta manhã se sucedeu, nas instalações do Ministério do Mar, em Algés. O presidente do SEAL caracterizou o acordo de «equilibrado» e lembrou que o processo negocial, tendo em vista outros portos, prosseguirá nos mesmos moldes.

«Processo de mediação vai continuar, para que, a breve prazo, outras situações de injustiça acabem também»

«O acordo que foi assinado é apenas relativo a Setúbal, o levantamento das formas de luta duplas que ali existiam. O que aconteceu foi um acordo em relação a essas formas de luta em Setúbal. O acordo resolveu aquilo que é mais importante no caso de Setúbal: aproxima-se o Natal e tínhamos ali 150 famílias a viver um drama. Nunca quisemos vítimas no meio dos processos. Isso foi conseguido com um acordo equilibrado», comentou, confirmando a entrada imediata de 56 trabalhadores e a integração gradual, posterior, de 10 a 37 estivadores.

«Há questões por resolver em outros portos, mas há a garantia de que este processo de mediação vai continuar, para que, a breve prazo, outras situações de injustiça acabem também», afirmou António Mariano, negando a existência de pressões ligadas à figura jurídica da requisição civil, adiantada ontem por alguns meios de comunicação social. »Quando acordámos isto ontem, só não assinamos formalmente logo porque sempre vamos, primeiro, às bases, perguntar se concordam. Aprovaram, por unanimidade, que estas condições lhes servem», disse.

«Era o momento de dizer, claramente, que havia que assinar um acordo», vincou António Mariano

«As nossas decisões são tomadas com base numa perspectiva global do que se passa. Achámos que era o momento de dizer, claramente, que havia que assinar um acordo e criar condições para aquelas 150 famílias passem um Natal que não passam, algumas delas, há 20 anos. O acordo era suficiente para darmos os passos seguintes, há o compromisso sobre os portos, que não estão esquecidos. Há outros processos que estão a decorrer, e nos quais teremos que chegar a um acordo. Mas nós tomamos as decisões que achamos mais correctas a cada momento», vincou o líder da força sindical.

«Vamos continuar a lutar para que estas condições – que deram um salto substancial em Setúbal – se possam aplicar a outros portos» disse ainda António Mariano, lembrando que a greve (ao trabalho suplementar) manter-se-á «nos outros portos, enquanto não estiverem solucionadas as questões ligadas a esses mesmos portos – temos uns deadlines mais curtos para o Caniçal e para Leixões», adiantou também à comunicação social presente.

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