Pedro Duarte (Microsoft) coloca a ‘Big Data’ no epicentro da «disrupção civilizacional»

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A Revista Cargo prossegue a sua cobertura jornalística do 21º Congresso da APLOG, dando, desta feita, destaque à intervenção de Pedro Duarte, Director para Assuntos Corporativos, Externos e Jurídicos da Microsoft. Num dos momentos altos do primeiro dia do evento, o orador convidado abordou a actual «disrupção civilizacional» que é, na sua visão, a «teoria do Big Data».

Se a existência, como sempre a conhecemos, ganhou forma devido ao Big Bang, o futuro dessa mesma existência será feito de uma realidade com contornos nunca antes vistos, nascido do fenómeno Big Data: a «quarta revolução industrial» a que agora assistimos, não implicará mudanças físicas visíveis – a revolução, explicou Pedro Duarte, «está dentro dos bolsos das pessoas: os smartphones e o acesso e fornecimento constante de dados».

«Os dados são hoje o principal recurso que temos nas nossas mãos», afirmou Pedro Duarte

«Os dados são hoje o principal recurso que temos nas nossas mãos», frisou, utilizando o exemplo da potência global Microsoft para ilustrar o quanto esta revolução em curso transmutou o ADN das companhias – mesmo o das mais consolidadas. A Microsoft «mudou da noite para o dia» nos últimos anos, abraçando fórmulas como o Blockchain e disponibilizando serviços nas áreas da Inteligência Artificial, Machine Learning e da Internet das Coisas. «Os tempos são, de facto, outros: foi uma mudança absolutamente radical», constatou.

Tecnologia é apenas o móbil: esta revolução é ontológica

Apesar de ser mais uma, esta revolução – explicou o orador – é totalmente singular, devido, essencialmente, à sua «velocidade e abrangência»: os exemplos de marcas como o Youtube ou de redes sociais como o Facebook encaixam que nem uma luva, ilustrando o exponencial crescimento dos novos modelos de negócio. A velocidade desta transformação «é exponencial» e «não se compara com nada que tenha acontecido no passado», sublinhou.

«Esta não é só uma revolução tecnológica. É promovida pela tecnologia mas é muito mais que isso», reforçou. «A Economia Digital é muito mais que acharmos que o que está acontecer é algo que apenas altera os processos, os modelos de negócio ou apenas o produto em si. Não se trata apenas de uma questão tecnológica: é uma forma de viver, de relacionar, de fazer negócio, de existirmos», aprofundou Pedro Duarte.

A Logística perante a disrupção: entre riscos e oportunidades e pressionada por uma clientela cada vez mais imediatista

«Toda a disrupção comporta riscos e oportunidades», lembrou, agrupando, entre os riscos, «a transformação no mundo do trabalho, a desigualdade de rendimentos que poderá acrescer e vários problemas de segurança e de privacidade». No leque de oportunidades, as hipóteses são infinitas: este «novo mundo está a abrir oportunidades absolutamente fantásticas», na Mobilidade, nos Transportes, na Saúde, na Finança, no Retalho e até no «conforto pessoal», explicitou.

Esta disrupção, analisou ainda, já tem consequências hoje em dia, desde logo ao nível dos clientes, e isto vale para qualquer tipo de negócio». Nos dias que correm, «os clientes têm características diferentes», pautando-se por uma maior exigência, praticamente obrigando as empresas a direccionarem todos os seus esforços logísticos na satisfação dos seus impulsos imediatos. Tal exigência obrigará as empresas a adaptarem os seus modelos logísticos, rematou.

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