Porto de Setúbal

Pedro Ponte (APSS): «A JUL é uma ferramenta muito importante porque é integradora»

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O ‘Mar e a Logística’ estiveram em debate no passado dia 13 de Fevereiro e a Revista Cargo não faltou à discussão. No Instituto Politécnico de Setúbal, integrado nas sessões de antecipação do Congresso ERTICO-ITS 2020, um evento de cariz europeu que pretende abordar a importância dos Sistemas de Transporte Inteligentes (ITS) nas cidades e regiões, o debate contou com as participações de Rui Baptista, Logistics Business Manager da Autoeuropa, Pedro Ponte, Director de Concessões da APSS, e Cláudio Pinto, do departamento de Gestão de Sistemas de Informação da APS.

JUL: um trunfo em prol da desmaterialização e da eficiência de procedimentos

Entre as emancipações dos sistemas inteligentes no contexto da mediação logística está a famosa JUL – acrónimo de Janela Única Logística. A ferramenta alarga os poderes da Janela Única Portuária (JUP), alastrando-os, dos portos ao hinterland e vem sendo integrada em Portugal desde meados de 2019 – esta ferramenta esteve no epicentro do debate. «Relativamente à JUL: cada um de nós não se apercebe do real benefício que os sistemas de informação trazem ao nosso dia-a-dia. As administrações portuárias criaram os fóruns de certificação de procedimentos. Na prática, os sistemas de informação estão cá para nos ajudar a resolver problemas e para nos ajudar a ser mais eficientes. Esses fóruns servem exactamente para identificar onde é que nós podemos melhorar», comentou Pedro Ponte, após a explanação de Cláudio Pinto sobre a JUL.

JUL abrange «o porto e a sua envolvência», explicou Pedro Ponte

«Quando são identificadas questões concretas, são vertidas para os sistemas de informação, para se perceber onde e como é que os sistemas de informação poderão contribuir para ultrapassar problemas e melhorarmos. Conseguimos, agora, ter a percepção do quanto se melhorou, por exemplo, no tempo de despacho de um navio – muitos dias de diferença, acreditem. Passámos de dias para horas. É muito importante, já que uma hora apenas pode fazer muita diferença. Mas apenas se podem melhorar os timings? Não. Por exemplo, a desmaterialização dos processos», frisou.

«Toda a gente se recorda da quantidade de papelada que em tempos circulava. Hoje já há muito pouco papel a circular. Quando vamos somando todas estas melhorias que ocorrem nos processos dos portos e da cadeia logística, vemos que os beneficiados somos todos nós. Porquê? Porque temos produtos mais baratos; porque não se demorou tanto tempo, logo, é mais fácil reduzir margens; porque, se são mais baratos, podermos ter acesso a determinados tipos de produtos que antes não teríamos», explanou o responsável da APSS.

«A JUL é uma ferramenta muito importante porque é integradora: passa a abranger o porto e a sua envolvência. Se não existir uma transversalidade de processos (portos-hinterland-logística-autoridades), não se tem os benefícios pretendidos. A JUL será tão útil quanto cada um dos actores caracterizar o que pretende ver melhorado», rematou o director de concessões da APSS.

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