Navio da Neptune Line a operar em Setúbal

Pedro Ponte (APSS): «A Logística carece de articulação» entre canais físicos e digitais

Marítimo Comentários fechados em Pedro Ponte (APSS): «A Logística carece de articulação» entre canais físicos e digitais 579
Tempo de Leitura: 2 minutos

O ‘Mar e a Logística’ estiveram em debate no passado dia 13 de Fevereiro e a Revista Cargo não faltou à discussão. No Instituto Politécnico de Setúbal, integrado nas sessões de antecipação do Congresso ERTICO-ITS 2020, um evento de cariz europeu que pretende abordar a importância dos Sistemas de Transporte Inteligentes (ITS) nas cidades e regiões, o debate contou com as participações de Rui Baptista, Logistics Business Manager da Autoeuropa, Pedro Ponte, Director de Concessões da APSS, e Cláudio Pinto, do departamento de Gestão de Sistemas de Informação da APS.

Um dos destaques do painel foi a participação de Pedro Ponte, que trouxe à troca de ideias a visão do Porto de Setúbal no contexto logístico, à luz da necessidade imperial de capitalizar as valências das plataformas digitais que colocam os players em comunicação. «A Logística carece de articulação, de plataformas de comunicação. O que está a acontecer, não só na Autoeuropa (que é um parceiro importante) mas também à escala global, é que existem dois canais: um canal digital e um canal físico, e, cada vez mais, um não pode sobreviver sem o outro», introduziu.

«O canal digital antecede o canal físico, e daí que, qualquer tipo de informação relativamente a exportação ou qualquer despacho e interacção das partes interessadas, tem sempre que circular num canal digital – antes de chegar qualquer mercadoria, esta informação já nos chegou a nós, Porto de Setúbal, e a todo um conjunto de entidades, declarou Pedro Ponte, lembrando, aludindo até ao caso global do novo coronavírus, que os portos se encontram, actualmente, sempre em comunicação com os intervenientes das suas cadeias logísticas.

Sincromodalidade: um novo rumo…rumo a maior eficiência logística

«Nós, enquanto administração portuária, temos estado a participar em vários projectos muito interessantes. Um deles é particularmente interessante, chamado Europor. Traz à baila o conceito, mais que da multimodalidade, da sincromodalidade. Ou seja, não basta ser multimodal, mas tem de ser multimodal síncrono. Não basta existirem vários modos de transporte, se estes não forem sincronizados», explanou o Director de Concessões da administração portuária sadina, trazendo à baila um novo conceito que pretende ir para além da multimodalidade para obter maiores índices de eficiência e articulação entre players.

«Esse sincronismo é um dos objectivos a trabalhar, com uma rede de satélites (Galileo) que permite, com rigor, saber onde é que cada um desses veículos se encontram. Para quê? Para eliminar tempos mortos. Ainda para mais com a questão green (sendo Lisboa, em 2020, a capital verde europeia), há a necessidade de eliminar emissões poluentes. O sincronismo entre modos de transporte é um aspecto é muito importante», rematou.

Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com