«Perigo para os ecossistemas»: CMA CGM compromete-se a não explorar rotas do Árctico

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Enquanto as grandes potências mundiais não deixam de tirar a mira das potencialidades comerciais da Rota do Árctico, a operadora francesa CMA CGM, uma das líderes do transporte marítimo contentorizado, veio a terreiro afirmar que não irá contemplar qualquer cenário de aposta em rotas árcticas, uma vez que os (elevados) custos ambientais não justificam tal decisão.

Esta promessa da CMA CGM acontece numa altura em que, devido às alterações climáticas, o Árctico vê a sua condição natural degradar-se, a ponto de poder ser navegado com maior facilidade. O crescente interesse na exploração petrolífera e no estabelecimento de tráfego marítimo pelo Rota do Mar do Norte, ao longo da costa da Sibéria, vem colocando a região no foco das grandes potências mundiais.

Leque de interessados em explorar a Rota do Árctico é cada vez maior

A Rússia encabeça o rol de interessados: através do projecto ‘Yamal LNG’, um enorme projecto russo de liquefacção de gás natural, terá 15 navios petroleiros que quebram gelo em acção no próximo ano. A China também figura entre os potenciais interessados: em 2018, o país delineou oficialmente a sua própria política de uso da Rota do Mar do Norte, reafirmando a sua proximidade estratégica à região do Árctico.

A Maersk Line, a líder do mercado do transporte marítimo contentorizado, também já marcou território: em 2018, a companhia nórdica enviou um pequeno porta-contentores numa viagem entre portos russos, transportando peixes congelados, fazendo assim a sua viagem inaugural na Rota do Mar do Norte. Apesar de frisar que a viagem se tratou apenas de um teste de navegação no Árctico – sem planos de torná-la uma rota alternativa para chegar à Europa a partir da Ásia – muitos são os especialistas que asseguram que a operadora planeia fixar uma rota entre portos russos na região.

A chinesa COSCO Shipping não planeia ficar para trás nesta corrida ao Árctico: a operadora está a equacionar realizar até 14 viagens de navios de carga geral ao longo da Rota do Mar do Norte. Contrariando esta tendência, a CMA CGM já salientou que irá assinar um memorando que estabelecerá o compromisso de não apostar comercialmente na região do Árctico – esta informação foi já confirmada pelo CEO da empresa, Rodolphe Saadé.

A CMA CGM informou que irá assinar o acordo porque «o uso da Rota Marinha do Norte representará um perigo significativo para os ecossistemas naturais únicos desta região do mundo, principalmente devido às numerosas ameaças colocadas por acidentes, poluição por óleo ou colisões».

 

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