Ministro das Infra-estruturas Pedro Nuno Santos

Plano de reestruturação da TAP «não está fechado»: «interacção com Bruxelas inicia-se agora»

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Na audição no Parlamento sobre o plano de reestruturação da TAP, o Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos teve a «oportunidade de esclarecer vários pontos», frisando, durante a sua intervenção, que o plano «ainda não está fechado» e que a «interacção com Bruxelas inicia-se agora». O enquadramento da empresa é «difícil» e haverá a necessidade de «cortar custos laborais», admitiu.

Trabalhadores «não são o problema da TAP»

tap avião bandeira governoApesar dos vindouros cortes, Pedro Nuno Santos garantiu que o Governo «está disponível para continuar a trabalhar com os representantes dos trabalhadores», que, salientou, «não são o problema da TAP». Ainda assim, persistem «vários problemas na TAP e não conseguimos dar reposta sem olhar para os custos laborais da empresa». Os despedimentos, vincou, «não vão prejudicar a retoma» – «Se não o fizéssemos aí sim estaríamos a colocar em perigo a recuperação e a criação de emprego no futuro», sublinhou o governante durante a audição.

«Há problemas na TAP que são anteriores à gestão privada, que não foram resolvidos com a gestão privada e que, nalguns casos, foram até agravados pela gestão privada, e, na minha opinião, se me é permitida, a empresa cresceu demasiado depressa, [com] um número de contratações e de aviões acima do plano estratégico que estava acordado com o Estado», declarou o ministro. A TAP «deve servir o país e o povo e ser sustentável»: para tal, deverá abandonar o estatuto de «empresa ineficiente». O que não significa tornar-se um companhia low-cost, assegurou.

Plano de reestruturação: TAP «a devolver dinheiro» dentro de 5 anos

«A TAP pagava mais do que empresas como a AirFrance, British Airways ou Iberia. É um facto. Temos obrigação de deixar a TAP em condições de garantir emprego no futuro», declarou, situando a fasquia do desafio: «A ideia é que a TAP daqui a 5 anos seja uma empresa competitiva, a devolver dinheiro». Pedro Nuno Santos lembrou ainda a indisponibilidade dos sócios privados em avolumar o investimento na empresa.

«Os nossos sócios não tiveram disponibilidade para meter um único euro na TAP. A diferença é que Humberto Pedrosa abdicou do direito a prestações acessórias. David Neeleman não. Fizemos uma negociação para que fosse o Estado, uma vez que ia lá colocar dinheiro, o senhor do plano de reestruturação e não um privado. A nossa obrigação é defender os portugueses», rematou.

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