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Plataforma cívica alega que aeroporto não avançou em Alcochete porque ANA «não quis»

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A plataforma cívica contra o aeroporto no Montijo acusou ontem o Ministro das Infra-estruturas e Habitação de «distorcer factos», tendo frisado que a localização em Alcochete foi a «única decisão» tomada, mas não avançou porque a ANA Aeroportos «não quis».

Segundo argumenta a Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não!, «o Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete só não avançou porque, na sequência da privatização da empresa ANA Aeroportos, a concessionária não quis e porque o Governo aceitou essa posição em vez de defender os interesses do país», considerou, em comunicado ontem tornado público, a associação, assim atacando as declarações de Pedro Nuno Santos, proferidas na passada Segunda-feira (dia 13 de Janeiro) em sede de comissão parlamentar.

Recorde-se que, tal como a Revista Cargo noticiou, o governante declarou que Portugal não tem «tempo e direito para continuar a estudar outras localizações» para o novo aeroporto, considerando que a Base Aérea n.º 6, entre o Montijo e Alcochete, no distrito de Setúbal, é a melhor solução. «Mandariam o rigor e as responsabilidades que o senhor ministro tem que tivesse o cuidado de não distorcer os factos em benefício de uma interpretação, ainda que legítima, dos factos», apontou a Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não!.

Plataforma vinca: escolha do Campo de Tiro de Alcochete foi a «única decisão tomada até hoje»

Segundo o movimento, «em rigor factual», a escolha do Campo de Tiro de Alcochete (em grande parte localizado no concelho vizinho de Benavente, no distrito de Santarém) para a construção do novo aeroporto foi a «única decisão tomada até hoje e precedida de uma verdadeira e independente Avaliação Ambiental Estratégica». Além disso, afirmou que, até hoje, a única Declaração de Impacte Ambiental (DIA) «decidida e aprovada» é a do Campo de Tiro de Alcochete, que se encontra em vigor até ao próximo dia 9 de Dezembro de 2020.

«Não entendemos como é que se justifica que as fontes de financiamento que supostamente vão suportar os custos das obras no Aeroporto Humberto Delgado e na construção do terminal aeroportuário do Montijo não podiam ser alocados à construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete», explanou o movimento. Na visão da plataforma, só há uma justificação: a VINCI (grupo francês concessionário dos aeroportos portugueses via aquisição da ANA) pretende manter o Aeroporto Humberto Delgado até ao final da concessão (2062) com consequências evidentes na competitividade do aeroporto face ao de Madrid», rematou a plataforma.

Com ‘Correio da Manhã’

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