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Porfírio Gomes e a digitalização logística: «O que fizemos ao longo destes anos é ‘state of the art’»

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A Comissão Nacional para a Digitalização e Simplificação do Transporte e da Logística teve a sua primeira reunião no passado dia 2 de Julho, na ENIDH, juntando inúmeras entidades privadas e públicas em torno da padronização no contexto da implementação da JUL. Porfírio Gomes, presidente da Comunidade Portuária de Setúbal, representou as comunidades portuárias no meeting, e, à saída, falou aos microfones da Revista Cargo – deixou elogios ao trabalho conjunto e elencou a harmonização do sistema às directrizes comunitários como o grande desafio a enfrentar.

«Estamos numa fase de dar um passo maior», frisou Porfírio Gomes

«Esta reunião foi fundamental pois coloca todos os players a comunicar entre si. É fundamental, não por ser um elemento novo, mas por significar um elemento de continuidade, de um trabalho que já andamos a fazer há muito tempo. Este trabalho começou com as administrações portuárias através do desenvolvimento de programas locais de gestão portuária; mais tarde passou para uma JUP com características um pouco mais nacionais, e neste momento passámos para uma JUL, com um âmbito diferente, onde já se incluem as áreas portuárias e toda a área do transporte e logística associada», começou por contextualizar o representante máximo das comunidades portuárias.

Um dos grandes desafios do grupo de trabalho, comandado pela DGRM, será a harmonização do trabalho já feito em Portugal com as directivas comunitárias – Portugal terá de adaptar-se sem abdicar de todo o esforço já levado a cabo: «Do lado das instituições governamentais estão aqui presentes muitas entidades – praticamente todos os ministérios têm algo a dizer relativamente a este assunto – e é fundamental saber-se com que regras estamos a funcionar, porque nem sempre as coisas são facilmente conciliáveis. Ao longo dos anos tem havido bom senso e boa vontade de toda a gente, as coisas têm-se conseguido, e, neste momento, estamos numa fase de dar um passo maior: abrir o processo à área do transporte – ferroviário e rodoviário – e harmonizar o que já fizemos com as novas directivas europeias», salientou.

«A DGRM e o grupo de trabalho – do qual fazemos todos parte – têm um esforço muito grande que se prende com as directivas comunitárias, que, por um lado são boas, mas que não devem colocar em causa todo o trabalho já feito. Tudo o que já fizemos ao longo destes anos é state of the art, é algo muito avançado, mesmo até comparando com quase todos os países da Europa, e não seremos agora nós a ser ultrapassados e sendo forçados a ter de rever todo o processo. É muito importante todo este trabalho, que agora se tenta ampliar e melhorar», frisou Porfírio Gomes.

Segurança e celeridade: um novo paradigma digital

Quais são, então, os grandes avanços introduzidos pela desmaterialização de processos? «A componente da digitalização, para além de introduzir segurança nos processos, acelera-os, portanto, tudo se torna mais rápido. Hoje, sem Logística, é impossível viver. Todo este processo tem sido pacífico e tranquilo, as pessoas abstraíram-se das guerras de capela e focaram-se no problema. Não devemos esquecer que este programa ajudou muita gente, até nos próprios trabalhos das autoridades públicas, que antes eram bombardeadas constantemente com telefonemas, papéis e mais papéis. Hoje não, têm toda a documentação disponível no ecrã. Tudo mais seguro e mais fácil», explicou.

«Nos portos estão-se a criar condições, actualmente, para que tudo esteja preparado para receber a carga antes de ela chegar. Enquanto há uns anos atrás o papel andava a circular para trás e para a frente, hoje já não. A carga ainda não chegou e já toda a gente envolvida tem conhecimento exacto do que se vai passar e do que se vai fazer. A mercadoria chega e está pronta a ser despachada. Além de um processo securitário (segurança da informação, já que cada indivíduo que introduz informação acrescenta um potencial de erro), as entidades podem ter acesso à mesma informação, que só se carrega uma vez no sistema. Isto acelera bastante todo o processo. Penso que estamos no caminho certo, não podemos parar», rematou.

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