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Porta-voz da ANTRAM: «Sindicatos esconderam dos seus associados o texto final do acordo»

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Prossegue a ferro e fogo a cisão entre os sindicatos e a ANTRAM: depois de provada incorrecta a versão apresentada por Pardal Henriques (sobre o suposto recuo da associação face aos protocolos acordados), André Matias de Almeida, advogado e porta-voz da ANTRAM, veio a terreiro criticar a postura do SNMMP e do SIMM – para o responsável, os sindicatos esconderam dos seus associados as alterações acordadas no segundo protocolo.

Para o representante da ANTRAM, a tomada de posição dos sindicatos (recorde-se que avançaram para um pré-aviso de greve marcado para 12 de Agosto, criticando a associação por faltar ao estipulado em Maio) é uma «fuga para a frente» num processo negocial que estava a correr conforme os trâmites habituais. «Os sindicatos SIMM e SNMMP esconderam dos seus associados o texto final do acordo que revoga a declaração que lhes foi mostrada no congresso e portanto estão-lhes a faltar à verdade», declarou Matias de Almeida ao jornal digital ‘ECO’.

As alterações, decorridas das negociações, foram, defende André Matias de Almeida, omitidas pelos sindicatos – a reportagem da TVI havia já provado essa conclusão, após ter tido acesso à acta de uma das reuniões entre a ANTRAM e os dois sindicatos (SNMMP e SIMM). Em causa está o documento firmado a 9 de Maio (que colocou um ponto final à greve), no qual se concordou com uma revisão inicial das remunerações brutas para 1400 euros mensais e com aumentos na retribuição global de 100 euros em 2021 e 2020.

Ora, esta declaração conjunta previa igualmente que todos estes pontos ficavam «condicionados a aprovação dos mesmos por parte dos filiados» de ambos – algo que não aconteceu, uma vez que os associados da ANTRAM não concordaram (uma semana depois) com tal conteúdo. As empresas alegaram que não teriam capacidade financeira para responder a tais requisitos salariais. «De Dezembro de 2019 para Janeiro de 2020, as empresas vão aumentar os motoristas em 250 euros entre as várias rubricas. Mas disseram não ter capacidade financeira para assegurar os aumentos de 100 euros em 2021 e depois em 2022», explicou o representante da ANTRAM ao ‘ECO’.

Perante esse desfasamento, as partes voltaram a negociar: desta nova fase negocial surgiu a assinatura de um novo protocolo entre as partes. Neste documento, o SNMMP abdicou das exigências de aumentos salariais de 100 euros em 2021 e em 2022, assegurando a revisão salarial de 250 euros em 2020 e a indexação de futuros aumentos à evolução do salário mínimo. Ora, é precisamente este desenvolvimento que os sindicatos escondem aos seus associados, acusa a ANTRAM. Recorde-se que a greve está prevista arrancar dia 12 de Agosto, sem data para terminar.

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