Porto de Aveiro

Porto de Aveiro e captação industrial: 44 hectares disponíveis para novas empresas

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O Porto de Aveiro, escudado por bons resultados na movimentação portuária de mercadorias e pelo potencial da expansão geográfica pelo qual é conhecido, continua a olhar para a captação de interesse industrial como um dos pilares do seu próprio desenvolvimento futuro.

Nesse sentido, uma orquestração logística entre o porto e a zona industrial, assim como uma consonância de interesses mútuos, são princípios vitais do sucesso, a longo prazo, de uma infra-estrutura portuária que tem vindo a crescer sustentadamente na movimentação de cargas.

No arranque do passado mês de Julho, a presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro voltou, de facto, a acentuar a importância desta filosofia, aquando da abordagem dos trabalhados relativos à zona industrial. Em declarações captadas pela Rádio Terranova, Fátima Lopes Alves falou sobre o desenvolvimento dos trabalhos no terreno e sobre os investimentos do porto aveirense.

Porto de Aveiro com mais 44 hectares disponíveis para novas empresas

A presidente do conselho de administração do Porto de Aveiro anteviu aumento de competitividade nos próximos anos com a criação de área industrial para empresas que necessitem de acesso ao cais. A área de actividades logísticas tem 59 hectares, com área já ocupada pela empresa portuguesa A Silva Matos, restando ainda 44 hectares disponíveis para novas empresas. A presidente do Conselho Administrativo revela que o exemplo da empresa ajuda a perceber o tipo de instalação possível com ligação ferroviária e acesso a cais.

Fátima Alves APAEm arranque de construção estão já os 200 metros de cais da A Silva Matos e o porto de Aveiro já prepara novo concurso para mais 800 metros. «Vai ficar um terreno preparado à quota de quatro e meio. Ficará liso, já temos os principais arruamentos, iremos concluí-los e depois fica disponível para ser trabalhado, concessionado às indústrias», descreveu Fátima Lopes Alves.

«Em termos daquilo que são os investimentos do porto, iremos trabalhar para o investimento fazer o cais todo novo aqui, dos 800 metros que ficam a faltar. Também já lançámos o concurso para o cais privativo da A. Silva Matos; será um cais com um comprimento de 200 metros que vai servir exclusivamente para a A. Silva Matos Offshore Industries e nós depois faremos os investimentos para procurar arranjar estes 800 metros de cais. A obra ficará pronto em Fevereiro de 2021. Se tudo correr bem, em Março já estará pronto para começar a ser utilizado», rematou.

Recorde-se que a empresa ASM Industries, que integra o grupo A. Silva Matos, entrou na área de influência do porto aveirense, por via de uma concessão com vista à instalação de uma unidade industrial para a produção de componentes de energia oceânica na Zona de Actividades Logísticas e Industriais do Porto de Aveiro (ZALI). Firmou, depois, em 2018, um acordo de investimento de 4,5 milhões de euros para a sua unidade de torres eólicas offshore, apostando assim nas potencialidades do Porto de Aveiro.

A ASM Industries é o maior produtor português de torres eólicas e fundações offshore [fabricação de equipamentos para a produção de energia renovável no mar]; é uma sub-holding do Grupo A. Silva Matos, uma estrutura empresarial exclusivamente familiar, e é constituída pelas empresas ASM Energia, ASM Offshore e ASM Marine. Atua portanto na área do fabrico de equipamentos siderúrgicos para indústrias renováveis e marítimas, como torres eólicas, fundações offshore e estruturas marítimas, com unidades de produção estrategicamente localizadas em Portugal.

Com ‘Rádio Terranova’

Foto: Nuno Neves

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