Porto de Beirute

Porto de Beirute: tragédia causa mais de 100 mortos; funcionários do porto foram presos

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O mundo foi ontem (dia 4 de Agosto) abalado por duas épicas explosões no Porto de Beirute, no Líbano: a tragédia – rapidamente inundou os noticiários de todo o mundo – causou, até agora, uma centena de mortos e mais de quatro mil feridos.

A potência das explosões, que foi sentida até no vizinho Chipre, a cerca de 240 km, terá sido registada pelos sensores do Instituto Geofísico Americano como um terramoto de magnitude 3.3. Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio, que estavam armazenadas no depósito do Porto de Beirute há cerca de seis anos, terão estado na originado as explosões, segundo versão oficial do governo libanês.

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«É inadmissível que um carregamento de nitrato de amónio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse há seis anos num armazém, sem medidas de precaução. É inaceitável e não podemos calar-nos sobre esta questão», declarou ontem o primeiro-ministro libanês durante a reunião do Conselho Superior de Defesa. Hassan Diab assegurou, através de uma comunicação nacional televisionada, que o que trágico evento que assolou a zona do Porto de Beirute «não ficará impune» e deixou uma garantia: «os responsáveis pelo desastre terão que pagar pelo que fizeram».

Tragédia «inaceitável», vincou o primeiro-ministro libanês

No seguimento do apuramento das responsabilidades, o governo decidiu, segundo noticia a agência Reuters, colocar, preventivamente, todas as pessoas responsáveis pela autoridade portuária da cidade de Beirute em prisão domiciliária. O exército irá supervisionar as detenções até que sejam apuradas responsabilidades pelas explosões. «É inaceitável e não podemos permanecer calados sobre o assunto», vincou o Hassan Diab.

Segundo adianta ainda a Reuters, a permanência prolongada daquele tipo de material extremamente volátil preocupava os responsáveis do Porto de Beirute, que já haviam feito vários pedidos para retirar os materiais explosivos que se encontravam armazenados no porto. As autoridades libanesas já tinham enviado cartas a pedir que as 2.750 toneladas de amónio fossem retiradas ou exportadas.

Photo by STR/AFP via Getty Images

Com Sol e Reuters

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