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Porto de Lisboa realça, com a JUL, «marco assinalável» e arranque de um «novo ciclo digital»

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A ferramenta digital Janela Única Logística (JUL) entrou, no passado dia 14 de Abril, em acção no Porto de Lisboa. Para a administração portuária, trata-se de um «marco assinalável e o início de um novo ciclo digital», processo que, enfatizou, será de «permanente evolução».

Porto de Lisboa assinala «marco importante»

Em comunicado, a administração do Porto de Lisboa frisou que este desenvolvimento é «um marco importante na evolução das soluções digitais de apoio ao negócio do Porto de Lisboa, caminho iniciado há muito e que tem sido feito de forma colaborativa com outros portos».

operadores porto de lisboa portosO projecto da JUL, liderado pela DGRM e coordenado pela APP – Associação dos Portos de Portugal, envolve todos os portos portugueses e stakeholders a nível nacional e tem como principal objectivo o incremento da eficiência dos portos no âmbito da ‘Estratégia para o aumento da competitividade portuária’ aprovada pelo Executivo, assim como a uniformização e harmonização de procedimentos nos portos portugueses.

A ferramenta alarga os poderes da Janela Única Portuária (JUP), alastrando-os, dos portos ao hinterland e vem sendo integrada em Portugal desde meados de 2019. «O que podemos esperar da JUL é, essencialmente, a constituição de uma plataforma de colaboração, que, no limite, consiga atingir esta sincromodalidade», explicava, em Fevereiro de 2020, Cláudio Pinto, um dos responsáveis máximos pela implementação da JUL.

Saiba mais sobre as utilidades da Janela Única Logística

Em reportagem exclusiva da Revista Cargo (na cobertura do evento ‘O Mar e a Logística‘), Cláudio Pinto, do departamento de Gestão de Sistemas de Informação da APS, explicou que a JUL «é uma plataforma aplicada a nível nacional – ter modelos de relacionamento simplificados e comuns é um factor importantíssimo para o tecido empresarial». Além disso, prosseguiu, é «uma plataforma que permita, a todos os actores, uma colaboração entre si através de modelos referenciais de interoperabilidade também comuns», explicou o responsável.

«Em cima disto, Em termos práticos, há um conjunto de sistemas e aplicações, com vários domínios, que promovem esta interoperabilidade. No caso de uma empresa exportadora, que usa o transporte ferroviário para fazer chegar a carga ao porto, a JUL tem soluções que ajudam estas entidades a planear, a sincronizar e a executar as suas operações, tornando-as mais ágeis», prosseguiu. A JUL será uma ferramenta vital à evolução do tecido empresarial luso, maioritariamente composto por PME’s, onde as margens de eficiência fazem crucial diferença na sobrevivência dos negócios.

«As nossas empresas têm uma dimensão relativa muito pequena: é uma realidade nossa. Mesmo as empresas com estruturas de maior dimensão têm volumes mais baixos que as de outros países, e têm mais dificuldade em gerar recursos que permitam desenvolver sistemas inteligentes. Portanto, a JUL não pretende substituir sistemas de informação que cada organização deve ter para gerir o seu negócio – o nosso objectivo não é esse; o objectivo é o de colocar esta entidades a cooperarem entre si. Mas também queremos, tendo em conta essa realidade, ser um catalisador da criação de cadeias logísticas mais eficientes, e que todos, independentemente da dimensão que têm, possam beneficiar do potencial destas plataformas», explicou.

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