Porto de Lisboa

Porto de Lisboa terá solução de alimentação eléctrica ‘shore-to-ship’ para navios em 2022

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O Tribunal de Contas concluiu que os portos portugueses não estão ainda suficientemente equipados para a electrificação da economia e para desempenharem o seu papel na transição energética, com a excepção do Porto de Sines, líder da movimentação de cargas a nível nacional. Ainda assim, no Porto de Lisboa, uma solução shore-to-ship permitirá, a partir de 2022, a alimentação eléctrica dos navios atracados.

Evolução dos portos em contexto de transição energética

Segundo adiantou recentemente a Câmara Municipal de Lisboa os navios de cruzeiros vão deixar de poder utilizar gasóleo quando atracarem na capital portuguesa, a partir de 2022, através da solução Shore-to-ship, implementada no Porto de Lisboa para a alimentação eléctrica dos navios atracados. «Conseguimos chegar anteontem a acordo com o Porto de Lisboa para que os cruzeiros a partir de 2022 não usem gasóleo quando atracam em Lisboa. Portanto, que haja electrificação do porto para não haver poluição atmosférica», anunciou o vereador Sá Fernandes.

Segundo noticiou o ‘Eco‘, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) encontra-se a desenvolver um estudo sobre electrificação focado na via navegável do Douro mas que também abordará Leixões, centrado sobretudo no gás natural liquefeito. O objectivo é o de desenvolver um roadmap para a transição energética nos portos, onde os sistemas onshore power supply estarão inseridos. No relatório da auditoria, o Tribunal de Contas recomenda aos portos que «zelem pelo fornecimento de electricidade ao transporte marítimo a partir da rede terrestre».

Sustentabilidade e electrificação: uma directiva de 2014

Recorde-se que se encontra em curso uma consulta pública promovida pela Comissão Europeia para rever a directiva de 2014, na sequência da posição dos portos marítimos europeus sobre a obrigatoriedade da electrificação, que, segundo estes, acarreta «elevados investimentos necessários para preparação dos navios e para extensão das redes de distribuição e o custo da energia eléctrica». No ano de 2006, a Comissão recomendou que os Estados-membros ponderassem a instalação de sistemas de ligação à rede eléctrica terrestre para alimentação dos navios atracados.

Oito anos depois, uma directiva da UE relativa à criação de uma infra-estrutura para combustíveis alternativos, veio ditar a avaliação do fornecimento de energia eléctrica nos portos, «até 31 de Dezembro de 2025».

Fonte: Eco

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