Porto de Lisboa transportou reservatórios de 40 toneladas através do Tejo

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O Porto de Lisboa foi palco esta semana de uma operação de transporte fluvial de carga de grandes dimensões, a partir do Terminal Multiusos do Beato (TMB), na Plataforma Oriental do Porto de Lisboa. Dez reservatórios, de 40 toneladas cada um e colocados sobre um pontão, foram transportados Tejo acima por um rebocador até Póvoa de Santa Iria, adiantou esta Sexta-feira a APL.

Viagem fluvial de 17 quilómetros

A operação logística complexa arrancou no passado dia 29 de Julho e termina esta Sexta-feira (dia 2 de Agosto), envolvendo o transporte de dois reservatórios por dia numa viagem fluvial de 17 quilómetros, com cerca de três horas de duração. Os reservatórios (cada um com 1.400 litros de volume e 40 toneladas) chegaram por via marítima e foram descarregados inicialmente no Terminal Multiusos do Beato em meados de Julho.

O transporte dos reservatórios (que se destinam a aumentar a capacidade de produção da fábrica de cerveja de Vialonga da Central de Cervejas) é exemplo das potencialidades do transporte fluvial de cargas, algo que «vai ao encontro dos princípios defendidos pela Administração do Porto de Lisboa», promovendo «uma operação mais sustentável» e capitalizando «as vantagens do território», defendeu a APL, em comunicado.

Navegabilidade do Tejo: solução reforça polivalência do Porto de Lisboa

Durante a apresentação do Estudo de Navegabilidade do Tejo, realizada esta manhã nas instalações do IPMA, em Algés, a presidente da APL, Lídia Sequeira, salientou as virtudes do transporte via Tejo, lembrando que estas «constituem um factor para a viabilização de operações portuárias e de movimentação de carga que, de outra forma poderiam não ocorrer, para além de constituírem benefícios inerentes à maior utilização deste modo de transporte». Esta alternativa reforça a componente de polivalência do porto e facilita a conectividade entre as duas margens, ressalvou.

Investimento «pode ser recuperado com tarifário muito baixo e competitivo»

Lídia SequeiraO estudo versa sobre a navegabilidade do Tejo associada ao transporte de mercadorias –de granéis sólidos e de carga contentorizada, e foi esta manhã apresentado no IPMA, sendo a sessão presidida pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. De acordo com Lídia Sequeira, «mesmo considerando um período inicial de cinco anos de carência, ou seja, sem aplicação de tarifas a este modo de transporte, para captação de tráfego e habituação aos seus benefícios, o investimento estimado pode ser recuperado com tarifário muito baixo e competitivo».

Lídia Sequeira: modo fluvial é «aliado estratégico» do desenvolvimento sustentável

A líder do Conselho de Administração da APL vincou ainda, durante a sessão, que «o regresso à utilização do transporte fluvial para o transporte de mercadorias no estuário do Tejo é hoje um aliado estratégico para o pretendido desenvolvimento sustentável desta importante região, que constitui um dos maiores centros de consumo da Península Ibérica».

 

 

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