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COSCO mais perto de tornar porto do Pireu na entrada europeia da nova Rota da Seda

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Dentro de poucas semanas, o último obstáculo que insiste em atrasar o desenvolvimento infra-estrutural e comercial do Porto de Pireu será ultrapassado, facto que abrirá as portas a um compromisso total por parte da companhia chinesa COSCO Shipping rumo a um processo de evolução da estrutura portuária grega que culminará, de acordo com as expectativas da empresa oriental (dona de maioria do capital do porto), na condição de ‘porta marítima’ de entrada na Europa para o tráfego asiático.

Assim, o impasse mantido entre a administração portuária de Pireu e os sindicatos locais está prestes a ter um desenlace que permite a implementação de um código laboral consensual – declaradamente mais flexível e liberal – e uma consequente estabilização funcional do porto. O novo contrato colectivo de trabalho (que terá 21 artigos e definirá direitos e deveres de ambas as partes) deverá entrar em vigor durante o mês de Setembro, segundo informações veiculadas pela imprensa helénica.

Paz laboral é vital para progresso de Pireu, diz autoridade portuária

A indefinida situação criou, durante vários meses, um obstáculo às ideologias defendidas pela COSCO – a companhia chinesa pretendia implementar um modelo funcional com horários flexíveis e sistemas de rotatividade, fomentando, no seu parecer, a eficiência e a produtividade. Na antecâmara do entendimento, Captain Fu, CEO da autoridade portuária de Pireu, havia acentuado, em conversa com Panagiotis Kouroumplis, ministro da pasta dos assuntos marítimos, a importância vital da paz laboral para o desenvolvimento do Porto de Pireu.

Pireu como peça importante do conceito ‘One Belt, One Road’

Recorde-se que há vários anos que a companhia COSCO ambiciona investir intensamente no porto grego, encarando-o como um ‘hub’ estrategicamente posicionado que poderá servir como ligação entre tráfegos ocidentais e orientais. Em 2016, a companhia chinesa materializou essa ambição, adquirindo mais 67% das acções da infra-estrutura e assim se tornando o accionista maioritário da PPA (Piraeus Port Authority SA). Este investimento tinha já em vista o desabrochar do conceito internacional ‘One Belt, One Road’ – uma iniciativa estratégica chinesa com vista à ligação (multiforme) do país com o mundo.

Foto de: Nikolaos Diakidis

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