José Luís Cacho Sines

Porto de Sines aposta na inovação para «evoluir de um porto digital para um Smart Port»

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No passado dia 18 de Junho, no âmbito da conferência ‘Imagine Sines: Sustentabilidade e inovação conectando o futuro’, o Presidente do Conselho de Administração da APS, José Luís Cacho, iniciou o evento – integrado nas celebrações dos 50 anos do Porto de Sines – com palavras de ambição, expansão e mediação: responsabilidades que o porto quer chamar a si face aos desafios de um futuro digital, interligado e sustentável.

Porto de Sines: um «elo de ligação fulcral entre stakeholders»

Sines XXI contentores APS«O Porto de Sines diversificou a oferta, procurou novos mercados, modernizou-se, cresceu e afirmou-se como um hub de referência no cruzamento das principais rotas comerciais», declarou José Luís Cacho, depois de vincar que o porto chama a si, no centro deste complexo industrial e logístico, «o papel de elo fulcral de ligação entre os stakeholders, promovendo e dinamizando a actividade industrial».

Vivendo uma fase de expansão, «pronto a duplicar a sua capacidade anual para 4.1 Milhões de TEU, o Terminal de Contentores de Sines oferece serviços directos regulares para os principais mercados e centros de consumo internacionais, promovendo a conectividade entre os cinco continentes», salientou o presidente da administração portuária, lembrando ainda que «os desenvolvimentos em curso na ferrovia que melhorarão o Corredor Sul, promovendo uma ligação eficiente entre o Porto de Sines e o centro da Península Ibérica, serão determinantes para potenciar o crescimento da carga de e para o hinterland».

«Digitalização e inovação são a chave» para Sines enquanto «Smart Port»

Arrancando a sua existência, na década de 70, com enfoque no sector petroquímico, o porto alentejano entrou numa fase de crescimento exponencial na sequência da aposta na carga contentorizada, com a ascensão do Terminal XXI a ex-libris da operacionalidade portuária em Portugal: no entanto, os desafios não param de se transmutar. «Se hoje recordamos um passado energético e um presente maioritariamente consolidado na carga contentorizada, pensamos o futuro com a certeza do comprometimento da sustentabilidade ambiental e eficiência energética, e cientes que a digitalização e inovação são a chave para que possamos evoluir de um porto digital, para um Smart Port», declarou.

ACESSO Sines ferroviaCaptar novas cargas e tráfegos, fomentar maiores consolidações com o hinterland e ser peça central de um puzzle logístico-portuário e industrial cada vez mais diversificado, são as metas estratégicas de um porto que se vê forçado, agora, a novas empreitadas para continuar a crescer. «Estamos convictos que temos um longo caminho a percorrer, mas é um caminho que já iniciámos com o novo Plano Estratégico para um horizonte temporal a dez anos. Pensámos o porto cumprindo três desígnios – um Porto para o Mundo, trazendo o Mundo para o Porto enquanto nos preparamos para um Futuro cada vez mais moderno, inovador, eficiente, sustentável», analisou o presidente da administração portuária.

«Temos à nossa frente um mundo de oportunidades, novas energias, novas cargas, novos segmentos de negócio. O futuro exige respostas a cadeias logísticas cada vez mais globais, abrangentes, céleres. É tempo de assumir um novo e determinante papel enquanto Community Manager; compete ao porto ser promotor de negócio, catalisador de investimento e impulsionador de uma Comunidade Portuária e Logística colaborativa e aberta” – referiu o orador, prometendo, a concluir, determinação para que o Porto de Sines continue a seguir na linha da frente», explicou.

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