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Porto de Sines é peça-chave na diversificação do fornecimento de GNL à Europa, diz António Costa

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Dan Brouillette, Secretário de Estado da Energia dos EUA visitou, na passada Quarta-feira (dia 12 de Fevereiro) Portugal, tendo reunido com o Primeiro-Ministro português António Costa e o Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos. O interesse geoestratégico americano no Porto de Sines pautou a visita do representante do governo de Donald Trump a solo luso, tendo António Costa realçado isso mesmo: Portugal possui uma posição estratégica e também um papel crucial para assegurar o abastecimento energético da Europa em segurança.

«Recebi o secretário da Energia Dan Brouillette, com quem discuti o reforço da ligação entre Portugal e os Estados Unidos da América na área energética. Portugal tem uma posição estratégica única e terá um papel crucial no abastecimento e na segurança energética da Europa», escreveu o Primeiro-Ministro português na rede social Twitter, após ter recebido, em São Bento, o secretário de Estado da Energia norte-americano. A parceria entre os dois países, no âmbito do abastecimento energético, tem vindo a forjar-se desde 2018, ano em que António Costa visitou os EUA.

Neste contexto, o Porto de Sines ganha uma relevância sem precedentes: enquanto os EUA aumentam a sua produção de gás natural e negoceiam com a União Europeia a transacção de maiores volumes deste recurso energético para o velho continente, Portugal afigura-se como um gateway logístico apetecível para a entrada de gás natural na Europa, desempenhando o papel de canal de escoamento das exportações americanas de GNL – um papel de hub que é possível graças à capacidade e operacionalidade do Terminal de GNL do porto alentejano, que em 2019 bateu recordes.

O Primeiro-Ministro defendeu que, com a crescente relevância da segurança energética (e consequente necessidade de diversificação da origem do fornecimento energético por banda da Europa), o Porto de Sines poderá ser a principal porta de entrada das exportações dos Estados Unidos de gás natural liquefeito para o mercado europeu. Tal como reforçou Dan Brouillette aquando da visita a Sines, um dos imperativos passa por diversificar a origem do fornecimento, assim dando maior segurança energética à Europa, muito dependente do gás natural vindo da Rússia e do Norte de África.

Na corrida à captação das exportações americanas de GNL está Sines, um porto cuja valência geográfica é praticamente incontornável, frisou António Costa, que defendeu que os portos nacionais estão numa importante posição geográfica, no cruzamento de três vitais rotas marítimas: a africana, a mediterrânica e a transatlântica. Este trunfo «tem despertado o interesse na cooperação com os Estados Unidos, em particular na área da segurança energética», comentou o Primeiro-Ministro. «O número de terminais de GNL tem vindo a crescer nos Estados Unidos, numa clara indicação de que a capacidade norte-americana de exportação deste recurso venha a aumentar exponencialmente no futuro», vincou.

Neste contexto, o Porto de Sines está munido do potencial para desempenhar o papel de «ponto intermédio para outros portos na Europa e em África», afirmou o líder do Executivo. «Os dois países emitiram mesmo uma declaração conjunta, no ano passado, a sublinhar a importância estratégica do Porto de Sines como hub atlântico de GNL e da relação Portugal-Estados Unidos na promoção do GNL marítimo como factor de reforço da diversificação da segurança energética europeia, de melhoria do desempenho ambiental do transporte marítimo e de reforço da sustentabilidade da economia azul, com uma indústria geradora de empregos qualificados e inovação tecnológica», acrescentou, citado pela Lusa.

Com Lusa

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