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Porto de Sines entre os temas prioritários da visita de Marcelo Rebelo de Sousa à China

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Marcelo Rebelo de Sousa iniciou hoje uma visita de seis dias à China – o Presidente da República Portuguesa participará no Fórum Belt and Road, aprofundando os laços diplomáticos e estratégicos entre as duas nações, cinco meses depois de Xi Jinping, presidente da República Popular da China, ter visitado Portugal para formalizar o memorando de entendimento que agora une os dois países.

Segundo o enviado do jornal ‘Expresso’ à China, esta visita é tida como uma afirmação política da disponibilidade de «alinhamento» luso com a potência chinesa, sendo simbólica da abertura de Portugal a novos investimentos do país oriental por terras (e mares) portugueses. No epicentro deste horizonte de investimentos está a iniciativa One Belt One Road, que visa – recriando a Rota da Seda – ligar a Ásia à Europa e ao continente africano.

Porto de Sines tem importante valia geoestratégica para a China

Após participar no fórum, Marcelo Rebelo de Sousa visitará, durante quatro dias, as cidades de Pequim, Xangai e Macau. A visita do Chefe de Estado reforça o compromisso português na mega-iniciativa infra-estrutural de conectividade terrestre e portuária, mas está longe de constituir novidade: vários ministros do Executivo de António Costa (entre eles Augusto Santos Silva ou Ana Paula Vitorino) haviam já, reiteradamente, aludido às oportunidades estratégicas que se abrirão a Portugal caso o país integre o projecto chinês.

Neste âmbito, o Porto de Sines ganha um relevo particular, sendo a plataforma (de águas profundas, assinale-se) capaz de ser o elo marítimo de ligação da placa continental europeia ao continente africano, aos portos americanos, e, por terra, a toda a massa continental euro-asiática. Esta atractividade geoestratégica, na confluência de três rotas internacionais de comércio (Mediterrâneo, África e Canal do Panamá), torna o Porto de Sines um apelativo ponto de paragem para as rotas comerciais de vários quadrantes geográficos.

Interesse chinês não é novidade (nem rumor) e intensifica-se cada vez mais

Segundo Filipe Santos Costa, enviado especial do ‘Expresso’ à China, a hipótese do segundo terminal do Porto de Sines poder ser concessionado, no futuro, a uma operadora chinesa, está «em cima da mesa e não deixará de ser abordada nos contactos destes dias». Recorde-se que o presidente do Conselho de Administração da APS, realçara, em Dezembro de 2018, que as empresas chinesas estão ciente do potencial do Porto de Sines. «Recebemos várias delegações de empresas chinesas dispostas a conhecer a operação do Porto de Sines e o novo Terminal Vasco da Gama», declarou, em entrevista à cadeia televisiva chinesa CGTN, José Luís Cacho.

Em Novembro, as entidades representantes do Complexo Industrial e Portuário de Sines visitaram o porto chinês de Ningbo-Zhoushan (maior porto do mundo em termos de tonelagem de carga movimentada anualmente), «intensificando as relações entre os portos para uma cooperação permanente», dava conta, à data, a aicep Global Parques, que frisou o facto de a cidade de Ningbo estar «geminada com Sines havendo uma ligação directa (Lion Service) semanal Sines – Ningbo, o que insere Sines na Rota e Faixa da Seda».

 

 

 

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