Porto de Sines XXI

Porto de Sines mostra resiliência perante as quebras mundiais na carga contentorizada

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O ano de 2020 está a ser, globalmente, um mar das tormentas, e o único trunfo das organizações capaz de contrariar a tendência generalizada é a resiliência: um atributo que parece encaixar na perfeição ao Porto de Sines – segundo dados recentes da APS, o porto resistiu à tendência de quebras acentuadas na movimentação de contentores a nível global, registando uma diminuição acumulada de 2% nos primeiros seis meses deste ano.

Porto de Sines: efeitos da pandemia acentuaram-se no segundo trimestre

Os primeiros três meses do ano até correram de feição ao porto alentejano, com Março a representar uma guinada no rumo de perda de fulgor e a deixar bons sinais para uma recuperação optimizada – no entanto, os efeitos nefastos da pandemia e das políticas globais de confinamento e retracção afundaram a economia mundial, atingindo assim, em efeito dominó, a produtividade do porto – como recorda a APS, «o Terminal XXI do Porto de Sines está inserido nas cadeias logísticas globais, absorvendo parte das oscilações deste mercado a nível internacional».

Perspectivas para o 2º semestre: estabilidade nos volumes e maior sustentabilidade

Porto de SInesComo encara Sines o segundo semestre deste imprevisível 2020? «As perspectivas para o segundo semestre passam pela manutenção dos volumes do ano anterior no segmento da carga geral, nomeadamente no que respeita à carga contentorizada, e da contínua redução de movimentação de combustíveis fósseis, contribuindo para um planeta mais sustentável», vincou a administração portuária, salientando ainda a expectável «redução da movimentação de combustíveis fósseis» em Sines durante o primeiro semestre, em sintonia com os desafios colocados no Pacto Ecológico Europeu.

«Enquanto principal porta nacional de entrada de produtos energéticos no país, o impacto da necessária descarbonização da economia é um processo consciente e cujos efeitos estão a ser minimizados através da promoção da atracção de outros tipos de cargas», explica a APS, avançando números: com a paragem das centrais termoeléctricas nacionais, Sines deixou de movimentar quase dois milhões de toneladas de carvão face o semestre homólogo. Por outro lado, a redução da movimentação de crude derivado à diminuição da procura de combustíveis (gasolina e gasóleo), no contexto do confinamento motivado pela Covid-19, teve um impacto de quase um milhão de toneladas na movimentação de granéis líquidos, com o Gás Natural Liquefeito manter os níveis de movimentação do semestre homólogo anterior.

A movimentação do segmento de carga geral, no qual se inclui a carga contentorizada, manteve-se «praticamente inalterada». Assim, o conjunto dos três segmentos de mercadorias registou no primeiro semestre de 2020 uma redução de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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