José Luís Cacho APS Sines

Porto de Sines vai apostar nos granéis sólidos e em captar «mais carga de hinterland»

Marítimo Comentários fechados em Porto de Sines vai apostar nos granéis sólidos e em captar «mais carga de hinterland» 742
Tempo de Leitura: 3 minutos

O painel ‘A Importância do Hub Portuário na Competitividade da Economia Portuguesa’ marcou o segundo dia do 14º Congresso da ADFERSIT – José Luís Cacho foi um dos participantes, e, a sua intervenção focou-se na análise dos novos desafios do Porto de Sines, que, ressalvou, se encontra em mudança de ciclo. O fim da vertente energética tradicional força o porto a focar-se em novas cargas em buscar novos modelos de sustentabilidade para que o crescimento se prolongue no tempo. O agro-negócio está entre as prioridades, assim como a captação de mais «carga de hinterland».

Porto de Sines vive «desafio muito importante»

«Hoje, Sines vive um desafio muito importante. Não nos podemos esquecer que Sines é um porto que nasceu com as cargas energéticas e com o petróleo e com o carvão para as centrais termoeléctricas, e, agora, com o processo de descarbonização da economia, torna-se um grave problema para Sines na perspectiva de operacionalidade e sustentabilidade do porto, dado que essas cargas tinham um peso significativo na estrutura do porto. Neste contexto é importante perceber a importância do desenvolvimento da carga contentorizada em Sines, que está assegurado para os próximos anos. Diria que estamos num fim de ciclo de energia e a caminhar para um novo ciclo, associado a novas cargas», contextualizou o presidente da APS.

Dia do Porto de Sines«Olhamos para novos segmentos de carga, importantes para a satisfação da economia da região e também do país. Estamos a olhar para os granéis sólidos, para a carga geral – com o fim do carvão passamos a ter áreas disponíveis para desenvolver novos projectos, nomeadamente no âmbito do agro-negócio. Queremos também captar investimentos de projectos locais, para a ZILS, e temos uma estratégia muito assertiva com a aicep Global Parques e com a Câmara Municipal de Sines para a captação de novos investimentos», revelou, falando numa «oportunidade para as indústrias». Com as conexões que tem ao mundo inteiro, um projecto focado na importação ou exportação poderá beneficiar das vantagens competitivas de se instalar na zona de influência do porto e da ZILS. Olhamos muito também para o investimento estrangeiro, que pode ser, para Sines, uma porta de entrada para a Europa», analisou ainda José Luís Cacho, traçando o rumo que conduzirá o porto a um modelo diversificado sustentável no tempo.

«Visão mais ampla»: Sines pode «captar muito mais carga em Espanha»

«Precisamos de caminhar, firmemente, para a sustentabilidade do Porto de Sines, satisfazendo as necessidades da economia ibérica», vincou, lembrando os investimentos planeados «na melhoria das acessibilidades ferroviárias e rodoviárias, nos terminais, na zona de actividades logísticas – tudo isto ajudará a criar um modelo sustentável para o novo paradigma para o qual estamos a caminhar aqui em Sines». É imperativo, por via de uma «visão mais ampla», criar condições para «captar mais carga local e mais carga de hinterland. Achamos que temos condições competitivas par captar muito mais carga em Espanha com a melhoria da acessibilidade ferroviária», terminou o presidente da APS.

Back to Top

© 2020 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com