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Portos crescem 5,8% até Maio: movimentação total ascendeu aos 36 milhões de toneladas

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Entre os meses de Janeiro e Maio, os portos do Continente movimentaram um total de 36,18 milhões de toneladas, quase mais dois milhões do que no período homólogo de 2020, reflectindo assim um crescimento de +5,8%. A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) lembra, contudo, que tais resultados positivos beneficiam da comparação com um período de fase aguda impactante da pandemia. Sines voltou a ser o grande dinamizador.

«Importa relativizar este desempenho pelo facto de, por um lado, resultar da comparação com valores de meses homólogos que, sob efeito negativo das medidas de combate à pandemia de Covid19 na sua primeira fase aguda (1.ª vaga), reflectiam níveis baixos da actividade portuária (apenas comparáveis com os do início de 2013), e, por outro, ser antecedido pela sequência de três registos negativos consecutivos nos períodos homólogos anteriores», contextualiza a AMT, no relatório onde analisa os dados da movimentação portuária até Maio de 2021.

Porto de Sines disparou em Maio (+80%) e…

Um dos factores mais cruciais para o resultado final dos cinco meses de balanço foi o desempenho do Porto de Sines, que no mês de Maio, ao registar um acréscimo homólogo de +80%, fixou em termos acumulados um crescimento de +17,9% que corresponde a +3 milhões de toneladas. Esta fulgurante performance foi acompanhada embora com valores menos expressivos, pelos portos de Lisboa, Aveiro e Setúbal, cujo movimento total excedeu em, respectivamente, +330,5 mil toneladas (mt) (correspondente a +9,3%), +203,2 mt (+9,5%) e +110,5 mt (+4,1%) o do período homólogo.

…sozinho chegou para anular as variações negativas de outros portos

APS Porto de Sines contentores XXIO desempenho do Porto de Sines seria, por si só, suficiente para anular o «comportamento negativo protagonizado principalmente por Leixões, que regista uma diminuição de 1,49 milhões de toneladas (19%), mas que é acompanhado por Figueira da Foz (162,4 mt ou 19,4%), Viana do Castelo (25,4 mt ou 14,7%) e Faro (23,9 mt ou 45,5%)», explica a AMT do documento, ao qual a Revista Cargo teve acesso. No entanto, o positivo desempenho dos portos de Lisboa (prossegue a sua recuperação), Aveiro e Setúbal deixou ainda mais clara a evolução homóloga.

Para os portos que maior influência exercem no comportamento global do Ecossistema Portuário do Continente, importa referir que as tipologias de carga que assumem maior responsabilidade são a Carga Contentorizada em Sines e o Petróleo Bruto em Leixões, que traduzem respectivamente um acréscimo de +1,4 milhões de toneladas (+17,9%) e um decréscimo de 1,26 milhões de toneladas (83,8%), denota ainda a AMT, que frisa a relação de causalidade entre «o forte incremento das operações de transhipment na sequência da prorrogação da concessão do Terminal XXI à PSA Sines» e o positivo desempenho demonstrado pelo porto alentejano, e também a «cessação da actividade da refinaria da Galp em Matosinhos, que determinou
o fim do desembarque de Petróleo Bruto no respectivo terminal petrolífero» e o resultado do porto nortenho.

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