Portos do Continente com recuo homólogo de -6,4% no período Janeiro-Outubro

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No conjunto dos primeiros dez meses do ano de 2019, os portos do Continente movimentaram um total de cerca de 72,9 milhões de toneladas de carga, valor inferior em -6,4% face a igual período de 2018, adiantou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Ainda assim, o mês de Outubro deu «sinais de recuperação» face ao mesmo mês de 2018, apresentando um acréscimo de +1,7%.

Portos de Viana, Leixões e Aveiro na mó de cima

Os portos de Viana do Castelo, Leixões e Aveiro apresentaram um desempenho positivo, num total de +665,4 mil toneladas, não conseguindo, mesmo assim, anular o desempenho negativo dos restantes portos, que totalizam um global de cerca de -5,7 milhões de toneladas. « Sines é um dos principais responsáveis pelo desempenho negativo, com quebras de quase -6,9 milhões de toneladas nos mercados da Carga Contentorizada (devido às perturbações laborais observadas no Terminal XXI), Carvão e Petróleo Bruto (devido à redução da importação destes combustíveis, a que o encerramento temporário programado da central termoeléctrica e da refinaria para manutenção não foram alheios), explica a AMT.

Assim, pela positiva, destacam-se, no período em análise, os portos de Viana do Castelo, Leixões e Aveiro, com variações homólogas de +21,9%, +3,5% e +1%, respectivamente. «De salientar que Leixões e Aveiro atingem as suas melhores marcas de sempre com 16,5 e 4,6 milhões de toneladas, respectivamente», denota a AMT. Os restantes portos apresentam comportamentos negativos que se reflectem num total de perdas de quase -5,7 milhões de toneladas, «sendo Sines responsável por 92,2%, ou seja, -5,2 milhões de toneladas, correspondente a -13%. Lisboa, Figueira da Foz e Setúbal registam quebras de cerca -1,9%, -7,3% e -1,9%, respectivamente», relata a entidade.

Apesar dos resultados homólogos negativos, o Porto de Sines permanece, naturalmente, na liderança do movimento global portuário nacional, apresentando para tal uma quota de 47,8% (-3,6 pontos percentuais face ao que detinha no período homólogo de 2018), seguido dos portos de Leixões (22,6%), Lisboa (13%), Setúbal (7,4%) e Aveiro (6,4%).

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