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Portos do Continente movimentam 39,4 milhões de toneladas (-11,9%) no 1º semestre

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Nos primeiros seis meses do ano, os portos do continente movimentaram um total de 39,4 milhões de toneladas de carga, uma redução de -11,9% face ao registado no primeiro semestre de 2019, totalizando um recuo global de -5,3 milhões de toneladas. Esta quebra é explicada «pela conjugação de comportamentos negativos verificados na maioria dos portos, com excepção para Figueira da Foz e Faro, sendo mais expressiva em Sines e Lisboa, ao registarem, respectivamente, quebras de -2,8 milhões de toneladas e -1,4 milhões de toneladas», detalha a AMT.

Portos de Sines e Leixões ajudaram à recuperação de Junho

Ainda assim, Junho reflectiu uma recuperação face ao mês de Maio, apresentando «um ligeiro abrandamento da diminuição da actividade» por via da recuperação de 2,8 pontos percentuais. «Este ligeiro abrandamento é determinado principalmente por Leixões e Sines, cuja evolução é, respectivamente, de -25,4% para -10,3% e de -41,3% para -28,3%», esclareceu esta manhã a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Se a pandemia teve um forte peso na afectação do movimento portuário, factores agravantes há que são independentes do fenómeno: é o caso do carvão.

A pandemia e o carvão: algumas razões que explicam a perda de fulgor

Dia do Porto de SinesFrisa a AMT que o carvão é «o único mercado cuja variação é, sem dúvida, independente da pandemia da covid-19 – é a carga que protagoniza a redução mais significativa, de -1,9 milhões de toneladas, que corresponde a uma quebra de -86,4%, explicada pelo facto de Sines ter desembarcado apenas cerca de 75 mil toneladas (-96,2%)», pode ler-se no documento que faz o balanço do movimento portuário de cargas no semestre. Estes valores, explica o organismo, «resultam da suspensão quase total da actividade das centrais termoeléctricas de Sines e de Pego (com quebras de produção respectivas de -99,1% e de -76,3% no período em análise), alimentadas com este combustível fóssil».

A contribuir para a descida homóloga global estão também os mercados o Petróleo Bruto e dos Produtos Petrolíferos, com quebras, de -426,26 mil toneladas (-7,4%) e de -1,34 milhões de toneladas (-14,6%), respectivamente. Aqui, a pandemia teve um papel inegável. «Quebras que resultam inequivocamente da crise pandémica, uma vez que esta levou a uma forte retracção do consumo de combustíveis, a nível nacional e internacional, e, consequentemente, a uma interrupção e redução da sua produção por falta de capacidade de armazenamento», explica a AMT.

Lisboa afectou perdas no segmento contentorizado

A carga contentorizada regista também quebras no primeiro semestre, com uma redução de -852,3 mil toneladas (-5,4%), «explicada quase exclusivamente pelo comportamento do Porto de Lisboa, que vê o seu volume reduzido em -1,04 milhões de toneladas (-44,3%)», relata a AMT, dando uma explicação para a tendência: «o clima de perturbação laboral existente, decorrente dos persistentes pré-avisos de greve dos trabalhadores portuários». Este recuo, acrescenta, resulta também da conjunção do comportamento do segmento de tráfego com o hinterland e do tráfego de transhipment, que em volume de contentores registam variações respectivas de +7,3% e de -6,1%, «sendo que este último afecta principalmente o Porto de Sines, por estar fortemente integrado nas cadeias logísticas globais» – algo que resulta da «contracção da economia mundial».

Ranking dos portos: Sines com quota nacional de 49,2%

O Porto de Sines passa a deter uma quota de 49,2% do total do movimento de carga movimentada, inferior em -0,4 pontos percentuais à do período homólogo de 2019, após uma redução de -12,7% no movimento do primeiro semestre.  Em segundo lugar surge Leixões, com 23%, Lisboa com 10,6%, Setúbal com 8,1%, Aveiro com 6%, Figueira da Foz com 2,5%, Viana do Castelo com 0,5% e Faro com 0,2%.

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