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Portos do Continente movimentam 53,7 milhões de toneladas, com recuo homólogo de -8-8%

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Segundo dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), entre Janeiro e Agosto, os portos do continente movimentaram quase 53,7 milhões de toneladas, um recuo de -8,8% face a igual período de 2019, o que espelha a uma diminuição de -5,16 milhões de toneladas.

Portos da Figueira da Foz e Faro escaparam à maré negativa

Esta variação global do sistema portuário, explica a entidade no seu relatório (ao qual a Revista Cargo teve acesso), «é explicada pelo comportamento negativo da maioria dos portos, com destaque para Sines, que perde -1,21 milhões de toneladas, bem como para Lisboa, que regista uma diminuição de -1,72 milhões de toneladas e para Leixões, cujo movimento reflecte um decréscimo de -1,56 milhões de toneladas».

figueira da foz porto oeOs únicos portos a registar excepções são os da Figueira da Foz e de Faro, cujo movimento reflecte um acréscimo de +21,6 mil toneladas (mt) e +23,8 mt, respectivamente, com variações percentuais respectivas de +1,7% e de +30,5%, acrescenta a AMT. Olhando para as tipologias de carga, o Carvão «continua a exercer uma influência negativa determinante no desempenho global do ecossistema, uma vez que não se prevê a realização de novas importações de volume significativo para alimentar as centrais termoeléctricas de Sines e do Pego, com cessação da actividade anunciada para 2021».

Ao nível dos mercados de carga, o Carvão registou volume global inferior ao homólogo de 2019 de -1,94 milhões de toneladas (-81,1%), seguindo-se nas posições seguintes os Produtos Petrolíferos com -1,65 milhões de toneladas (-13,4%), o Petróleo Bruto com -508,6 mt (-6,8%) e os Outros Granéis Sólidos com -489,2 mt (-9,4%). Também os Produtos Agrícolas, a Carga Ro-Ro, a Carga Fraccionada e os Outros Granéis Líquidos registaram decréscimos. «Apenas a Carga Contentorizada e os Minérios assinalaram acréscimos nos primeiros oito meses do ano, embora com valores não muito expressivos, que se centraram em +111,2 mt e +81,4 mt, respectivamente», assinala a AMT.

O Porto de Sines, líder crónico da movimentação de carga em Portugal, passa a deter uma quota maioritária absoluta de 50,3% do total do movimento de carga movimentada, um acréscimo de +2,3 pontos percentuais à do período homólogo de 2019, embora esteja ainda a -4,1 pp do seu máximo registado em 2016. O Porto de Leixões permanece no segundo lugar, com uma quota de 21,5%, seguido por Lisboa (11,1%), Setúbal (7,9%), Aveiro (6,1%) e Figueira da Foz (2,5%), sendo que Viana do Castelo, Faro e Portimão representam no seu conjunto 0,6%.

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