Portos do Continente recuam -11,4% entre Janeiro e Julho; Carvão entre os principais responsáveis

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Entre Janeiro e Julho, os portos do continente movimentaram um total de 46,3 milhões de toneladas, um recuo de -11,4% face a igual período de 2019, o correspondente a -5,95 milhões toneladas, adiantou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Portos de Sines, Lisboa e Leixões com recuos significativos

De acordo com a AMT, estes números são explicados pelo «comportamento negativo da maioria dos portos, com destaque para Sines, que diminui -2,4 milhões de toneladas, bem como para Lisboa, que recua -1,6 milhões de toneladas e para Leixões, cujo movimento reflecte um decréscimo de -1,4 milhões de toneladas». Às variações negativas escaparam os portos de Figueira da Foz e de Faro, cujo movimento excede em +52,3 mil toneladas, no seu conjunto, o valor homólogo de 2019, com variações percentuais respectivas de +2,6% e de +37%.

Carvão, Petróleo e produtos petrolíferos com a maior quota de responsabilidade

Dia do Porto de SinesNestas contas, o Carvão detém a maior quota de responsabilidade na variação negativa global, ao nível dos mercados de carga, ao registar um volume inferior ao homólogo de 2019 em cerca de -1,88 milhões de toneladas (-85,7%), após ausência de registo de qualquer importação nos últimos três meses, na sequência da suspensão quase total da criatividade das centrais termoeléctricas de Sines e do Pego no período em análise.

Também os mercados do Petróleo Bruto e dos Produtos Petrolíferos, merecem destaque, ao registarem uma «significativa diminuição do volume», que ascende a -827,8 mil toneladas (-11,9%) e a -1,66 milhões de toneladas (-15,5%), respectivamente. Estas quebras resultam «inequivocamente da crise pandémica», uma vez que esta levou a uma forte retracção do consumo de combustíveis, e, logo, a uma interrupção e redução da sua produção por falta de capacidade de armazenamento, com «significativos efeitos nefastos no desempenho dos portos de Leixões e de Sines».

De sublinhar o facto de Leixões não ter registado qualquer movimento de Petróleo Bruto no mês de Julho, mês em que retomou (na segunda quinzena) a sua actividade normal, após interrupção em Abril. Sines regista um acréscimo de movimento de movimento de petróleo bruto em Julho, comparativamente ao seu homólogo de 2019, de +23%, após registo negativo nos dois meses anteriores.

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