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Portos dos Açores reage a declarações do SNTAP e fala em «reposição da verdade»

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Arrancou, no passado dia 26 de Agosto, uma greve parcial dos trabalhadores portuários dos Açores, que durará até dia 14 de Setembro. Na sequência da acção de protesto, as declarações do Presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP), concedidas à Lusa e Antena 1, foram alvo de contestação por parte da entidade Portos dos Açores, responsável por gerir os portos açorianos.

Defendendo a «reposição da verdade», a Portos dos Açores emitiu um comunicado no qual contraria as afirmações proferidas por Serafim Gomes, presidente do SNTAP, nomeadamente no que diz respeito a atrasos na carga e descarga do navio ‘Laura S’, no Porto da Praia da Vitória, e também quanto à alegada falta de postura dialogante da entidade perante os trabalhadores. Segundo a entidade, houve sempre «abertura» para o diálogo.

«O Conselho de Administração da Portos dos Açores, na pessoa do seu Presidente [Miguel Costa], sempre manteve abertura para o diálogo com todos os seus trabalhadores, que no seu legítimo direito à greve, representados pelo SNTAP, propuseram serviços mínimos com os quais a Portos dos Açores não concordou, não tendo o Presidente do SNTAP aceitado a proposta de serviços mínimos da Portos dos Açores», veiculou a entidade.

«Nesses termos, requereu esta Administração Portuária a Intervenção do Tribunal Arbitral, entidade competente para a audição das partes intervenientes, devendo para o efeito reunir muito em breve», esclareceu. Quanto ao navio ‘Laura S’, «não se verificaram quaisquer atrasos na carga e descarga», uma vez que, «além de no planeamento mensal de escalas já estar previsto a pernoita do navio naquele porto, foi decisão do Armador não terminar a operação no próprio dia, pois o Porto de Ponta Delgada encontrava-se lotado, pelo que a estadia por um dia, na Praia da Vitória, foi opção do próprio e não em resultado de qualquer constrangimento provocado pela greve», detalhou a Portos dos Açores.

Recorde-se que Serafim Gomes havia vincado que existe uma «hostilidade pronunciada» da empresa pública relativamente a «alguns profissionais e trabalhadores», referindo-se ao pessoal marítimo, além de uma «falta de consideração e de tratamento na organização do trabalho». O sindicato aponta como outras razões para a paralisação a «ausência de verdadeiras escalas, quer para trabalho normal, quer para trabalho extraordinário, designadamente no sector marítimo do porto de Ponta Delgada», a «incorrecta contabilização de horas de trabalho prestadas para além do horário normal de trabalho», aliado ao «desconto indevido e abusivo de alegadas folgas na bolsa de horas de compensação».

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