Porto de Leixões Great Pendulum

Portos movimentam 28,6 milhões de toneladas até Abril, com descida de -0,2% face a 2020

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Os portos do Continente movimentaram, nos primeiros quatro meses do ano, 28,6 milhões de toneladas de mercadorias, reflectindo este desempenho uma ténue descida homóloga de -0,2% face a 2020. Apenas em Abril, registou-se uma movimentação de 7,15 milhões de toneladas – aqui sim, denotou-se uma subida homóloga face a 2020, de +5,6%, mês em que a pandemia de COVID-19 chegou, em força, a Portugal.

Portos de Sines e Leixões em caminhos opostos; Lisboa em ascensão

Os dados compilados pela AMT explicam que este desempenho «resulta maioritariamente do confronto da dinâmica dos portos de Leixões e de Sines, que exercem respectivamente uma influência negativa de 1,56 milhões de toneladas (23,7%) e uma influência positiva de 1,18 milhões de toneladas (+8,1%)». Refira-se que, nas posições seguintes, surgem os portos da Figueira da Foz e de Lisboa, cujas variações são traduzidas por uma diminuição de –117,7 e por um crescimento de +324,2 mil toneladas, correspondentes a 18,1% e a +11,8%, respectivamente.

Petróleo Bruto prejudicou porto nortenho

No documento que faz o balanço da movimentação portuária nos portos do Continente, a AMT frisa que o «desempenho negativo de Leixões é induzido pelos mercados de várias tipologias de carga, com particular destaque para o de Petróleo Bruto, que reflecte uma diminuição de 1,18 milhões de toneladas (82,8%) e é motivado pela redução da actividade da refinaria de Matosinhos» – recorde-se que a unidade de produção parou em Abril. Não é assim de estranhar que Leixões tenha registado «uma significativa diminuição do movimento de Produtos Petrolíferos, num total de 265,2 mil toneladas (28%), sendo acompanhada por uma variação negativa observada na Carga Contentorizada, que ascende a 218,3 mil toneladas (8,7%)».

Sines volta a crescer na carga contentorizada

Por seu turno, o Porto de Sines deve o seu acréscimo, de forma mais expressiva, ao comportamento do mercado da Carga Contentorizada, onde, destaca a AMT, regista uma variação de 959,6 mil toneladas (+15,1%), sendo acompanhado pelo mercado dos Produtos Petrolíferos, que observa um aumento homólogo de 443,5 mil toneladas (+10,2%). A AMT salientou ainda o efeito da cessação da importação de Carvão, que, não tendo registado mais uma vez qualquer movimento mensal (quer em Sines, quer em Setúbal), induz um decréscimo de 202,2 mt (94,5%) comparativamente ao movimento no período homólogo de 2020, em que foram movimentadas 213,9 mil toneladas.

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