Portos movimentam 13,6 milhões de toneladas até Fevereiro e perdem -4,2% face a 2020

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Os portos do Continente atingiram, nos dois primeiros meses de 2021, um volume total de 13,65 milhões toneladas movimentadas, assim espelhando uma quebra de -592,6 mil toneladas face ao mesmo período de 2020, a que corresponde um retrocesso homólogo de -4,2%.

Petróleo Bruto (-682 mil toneladas) contribuiu para o desempenho negativo

Segundo a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), que compila e analisa os dados transmitidos pelas administrações portuárias, este desempenho homólogo negativo «deve-se essencialmente ao mercado do Petróleo Bruto, que registou uma quebra homóloga de -682 mil toneladas (mt), correspondente a -27,8%, maioritariamente originada no Porto de Leixões onde se observa uma variação de -649,4 mt (-88,9%)».

O Porto de Sines também registou uma variação homóloga negativa, mas de apenas -32,6 mt (-1,9%) – uma «dualidade de comportamentos resulta da cessação da actividade da refinaria de Matosinhos que, aparentemente, não foi compensada por um acréscimo de actividade na refinaria de Sines», justificou a AMT no relatório que analisa os dados de movimentação portuária referentes aos dois primeiros meses de 2021.

Portos: Carga Contentorizada com crescimento de +525,4 mil toneladas

Dos outros mercados com variações negativas no período Janeiro-Fevereiro de 2021, sublinha a AMT no seu relatório, assinalam-se os que reflectem variações mais expressivas, liderados pela categoria de ‘Outros Granéis Sólidos’, que ‘perde’ -194,4 mt (-16,5%), seguido dos ‘Produtos Petrolíferos’, com -92,9 mt (-3%), e da ‘Carga Fraccionada’, com -86 mt (-9,4%). A ‘Carga Contentorizada’, os ‘Outros Granéis Líquidos’ e os ‘Produtos Agrícolas’, registaram comportamentos positivos de +525,4 mt (+10,8%), de +39 mt (+8,9%) e de +3,5 mt (+0,5%).

No que toca ao prisma das cargas encarado pelo binómio porto-carga, frisa a AMT no seu relatório que «os principais protagonistas do desempenho global são os mercados da Carga Contentorizada de Sines e do Petróleo Bruto de Leixões, com impactos respectivos de +626,8 mt (+21,4%) e de, como já referido, -649,4 mt (-88,9%), que representam, respectivamente, 58,8% do volume total das variações positivas e 39,1% do volume total das variações negativas (que apresentam um grau de dispersão significativamente mais elevado)».

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