Portos registaram quebra de 7,2% nos primeiros nove meses do ano

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Continua em quebra a movimentação de mercadorias nos portos nacionais: segundo os dados revelados pela AMT (Autoridade da Mobilidade e dos Transportes), entre Janeiro e Setembro de 2019 foram movimentadas 65,5 milhões de toneladas, valor que representa uma quebra de -7,2% face ao mesmo período de 2018.

O Porto de Sines continua a ser um dos principais responsáveis pelo desempenho negativo verificado nos portos nacionais, em parte devido à greve dos trabalhadores portuários do Terminal XXI, que decorreu de Maio a Agosto, mas também derivado da ocorrência de paragens programadas da central termoeléctrica e da refinaria. No total, o Porto de Sines perdeu quase 6,4 milhões de toneladas face ao mesmo período de 2018.

Portos de Sines, Lisboa, Figueira da Foz e Setúbal em quebra

porto de lisboa resiliência

O Porto de Sines é um dos principais responsáveis pelo desempenho negativo verificado nos portos nacionais, perdendo quase 6,4 milhões de toneladas na movimentação de mercadorias, face a 2018. Ainda assim, o Porto de Sines conseguiu comportamentos positivos ao nível dos Produtos Petrolíferos (+1,2 milhões de toneladas) e de Outros Granéis Líquidos (+255,9 mil toneladas), quando comparado com igual período de 2018.

Apesar da quebra, o porto de Sines continua a liderar no movimento global portuário, com uma quota de 47,9% (-6,5 pontos percentuais face à sua quota máxima registada em 2016), seguido de Leixões (22,5%), Lisboa (13,1%), Setúbal (7,4%) e Aveiro (6,2%).

Tendência diferente foi registada no Porto de Leixões e no Porto de Viana do Castelo, ambos com crescimento nos primeiros nove meses do ano.

Escalas de navios com ligeira quebra

No que respeita ao movimento de navios nos portos nacionais, face a 2018, os nove primeiros meses de 2019 observaram um decréscimo de -0,5% no número de escalas (8025 escalas), bem como uma diminuição no volume de arqueação bruta de -0,9% (para cerca de 151,8 milhões). Os portos de Viana do Castelo e Lisboa foram os únicos portos que registaram um crescimento no número de escalas de, respetivamente, +10,8% e +5,7%.

Os portos exportadores

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 61,2%, 70,2%, 54,2% e 100%, respetivamente. No seu conjunto, estes quatro portos representam uma quota de carga embarcada de 15,2% (10,2% destes respeitam a Setúbal).

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