Rangel: portos secos serão essenciais para eficiência dos terminais marítimos lusos no pós-Brexit

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A Rangel Logistics Solutions abordou o tema da definição do conceito de porto seco, e, ao mesmo tempo, discorreu sobre o fenómeno do Brexit no contexto da ligação comercial entre Portugal e o Reino Unido: para a companhia lusa, os portos secos poderão desempenhar um papel «muito importante» na manutenção da integridade logística e competitiva dos terminais portugueses no período pós-Brexit.

«A provável saída do Reino Unido da União Europeia, veio impulsionar a necessidade de avançar com a implementação de portos secos, uma vez que as trocas comerciais entre Portugal e o Reino Unido vão passar a ser extra-comunitárias, implicando maior burocracia alfandegária e consequentemente maior volume de trabalho e procedimentos nos terminais marítimos», frisou a Rangel.

Rangel alerta para o «potencial estrangulamento» dos portos no pós-Brexit

Facto relevante e incontornável: o Reino Unido é o quarto mercado das exportações portuguesas de bens. Posto isto, e, tendo em conta «o potencial estrangulamento dos portos nacionais após o Brexit», a criação de portos secos, defende a Rangel Logistics Solutions, «terá um contributo muito importante na manutenção da eficiência e competitividade dos terminais marítimos, suavizando os efeitos constrangedores que a eventual saída do Reino Unido terá nos processos de importação e exportação».

«O objectivo passa por posicionar os portos portugueses como uma opção de ligação simplificada, entre o Reino Unido e a União Europeia, que mantém a qualidade do serviço prestado através da movimentação célere de mercadorias, evitando a lotação excessiva de carga nos terminais marítimos», explica a Rangel, que lembra o trunfo geográfico de Portugal, «no cruzamento de importantes rotas marítimas», facto que lhe confere «um papel estratégico no transporte marítimo internacional e como plataforma logística para a Península Ibérica».

Portos secos estimularão «a competitividade do sector portuário»

Na visão da companhia, «a implementação de portos secos, poderá contribuir sustentadamente, para estimular a competitividade do sector portuário, mas, também, para a afirmação de Portugal nas principais rotas marítimas internacionais».

Recorde-se que o Reino Unido, tal como a Revista Cargo adiantou, irá anunciar uma medida intitulada Port Infrastructure Resilience Call, que visa alocar uma verba a rondar os 11,8 milhões de euros para os portos, destinada a ser investida em novas instalações de inspecção, áreas seguras para cargas e descargas de veículos e novos portões para facilitar as verificações adicionais necessárias, em caso de um Hard Brexit.

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