Portugal e China preparam memorando de entendimento no âmbito da ‘One Belt One Road’

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Aproxima-se o final do ano e, com isso, intensificam-se os laços diplomáticos entre Portugal e a China: de acordo com dados avançados pela agência Lusa, as duas nações encontram-se a finalizar os detalhes de um memorando de entendimento que ligará os interesses de ambas, no contexto da mega-iniciativa chinesa One Belt One Road.

A iniciativa estatal chinesa, lançada em 2013, tem integrado diversos países em torno de um projecto de conexão multimodal de cariz internacional, munido de fortes investimentos infra-estruturais: Portugal, entendem os dois países, tem o potencial necessário para acrescentar valor estratégico de conectividade à iniciativa.

Augusto Santos Silva frisou valia geográfica e estratégica de Sines no contexto mega-iniciativa

Quem o diz é o Ministro dos Negócios Estrangeiros português: em Macau, Augusto Santos Silva falou sobre o memorando, não adiantando, no entanto, se a assinatura do mesmo acontecerá por altura da visita oficial do Presidente chinês Xi Jinping a Portugal, prevista para os dias 4 e 5 de Dezembro.

Augusto Santos Silva encontra-se em Macau, em visita oficial, tendo declarado que Portugal está interessado em desempenhar um papel activo na materialização da One Belt One Road, uma constatação que já havia feito em Março, acompanhando a mensagem veiculada, reiteradamente, pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Neste contexto, como oportunamente a Revista Cargo noticiou, o Porto de Sines afigura-se como um elo importante da conectividade marítima projectada para a veia estratégica da mega-iniciativa no Ocidente europeu. Um portento europeu em termos de transshipment com capacidade para alargar o seu hinterland além da Península Ibérica, o porto alentejano é um alvo apetecível para as pretensões comerciais do Oriente.

«É um porto de águas profundas, o porto europeu mais perto do Canal do Panamá, com uma mais-valia logística já que permite o transshipment, uma operação que permite poupar muito tempo e custos, que tem crescido a uma taxa muito interessante», declarou o ministro, citado pela Lusa, lembrando o seu posicionamento geográfico privilegiado, perto dos continente africano e americano e da ligação euro-asiática.

Portugal e China têm vindo a reforçar laços diplomáticos e comerciais

As ligações diplomáticas e comerciais entre China e Portugal têm-se vindo a intensificar: recorde-se que, tal como a nossa publicação noticiou, a Ministra do Mar efectuou um périplo por terras chinesas, no qual reuniu com a SIPG, operadora de terminais, e com um dos maiores armadores do mundo: a COSCO Shipping Lines. No ar pairaram as especulações sobre reuniões que exploraram a hipótese de aposta em Sines.

Augusto Santos Silva deu ainda conta da evolução de projectos «concretos» no contexto colaborativo entre China e Portugal: tanto «na intensificação da presença de empresas portuguesas em Macau» como na criação de um fundo comum de auxílio a projectos científicos e tecnológicos.

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