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«Pré-aviso de greve preventiva» para Lisboa em plena pandemia; AOPL vinca «indignação»

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O SEAL anunciou hoje o lançamento de um «pré-aviso de greve preventiva e condicional» no Porto de Lisboa, a ser materializado após o fim do Estado de Emergência e caso seja utilizada mão-de-obra estranha ao efectivo portuário em Fevereiro. Em reacção a este anúncio, a Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) emitiu um comunicado, mostrando a sua «indignação» pela postura do sindicato em plena pandemia.

Pré-avisos em tempos de pandemia

«A greve aplicar-se-á em todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, normal ou suplementar, para a execução das quais as entidades empregadoras ou utilizadoras de mão-de-obra portuária contratem ou coloquem trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente efectivo e eventual à data de 04 de Fevereiro de 2020», revelou, em comunicado, o SEAL.

Recorde-se que a A-ETPL entrou em processo de insolvência, tendo as operadoras dado por terminados os contratos laborais; o sindicato contesta e diz-se tratar de um despedimento colectivo.

«Trata-se de uma declaração preventiva e condicional que pretende hoje acautelar no futuro a não substituição de cerca de metade dos estivadores profissionais de Lisboa por outros trabalhadores, sem qualquer preparação», afirma o comunicado do sindicato. A AOPL (composta pelas empresas de estiva a operar no porto lisboeta) reagiu, e, em comunicado emitido esta tarde, manifestou a sua «indignação perante a atitude do SEAL», que, mesmo em Estado de Emergência «e em plena situação de pandemia, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), persiste em marcar nova greve, agora para o período de 14 de Abril a 1 de Junho, não obstante se encontrar suspenso o exercício do direito à greve».

AOPL acusa sindicato de «perturbar o normal funcionamento» do porto

Em tom bastante crítico, a associação acusa o sindicato de tudo fazer «para evitar a contratação de novos trabalhadores» (na sequência da falência da A-ETPL) e para «perturbar o normal funcionamento do Porto de Lisboa, decisivo para o regular abastecimento das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores». Na missiva, a AOPL alerta os trabalhadores: «este não é um momento de greves, mas sim um momento de solidariedade, apoio e esforço conjunto em benefício de um bem maior».

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