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«Precisamos de uma visão comum de onde queremos levar a mobilidade do futuro»

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O mundo está em alteração e com ele muda também a maneira como nos movemos. As inovações tecnológicas, a luta contra as alterações climáticas, as novas necessidades da sociedade e, recentemente, a pandemia de COVID-19, transformaram completamente a mobilidade. Para explorar essas novas tendências, Lucas Casasnovas, Director-Geral da SEAT MÓ, e John Moavenzadeh, Director Executivo de Mobilidade Urbana do Massachusetts Institute of Technology (MIT), participaram do novo episódio de Moving Forward, o podcast da SEAT.

 

carregamento veículos eléctricosA pandemia influenciou a maneira como nos movemos. «A situação que temos agora é completamente diferente de antes do COVID-19», explicou Lucas Casasnovas. «A pandemia acelerou as mudanças na mobilidade para 2025-2030, que havíamos previsto para 2018», acrescentou. Para Moavenzadeh, a mudança é uma consequência lógica: «Não se trata de como a mobilidade mudou, mas de como ela impactou tudo aquilo para qual a usamos. Mobilidade significa ter acesso rápido e fácil a serviços essenciais para a sociedade», explicitou o responsável.

Para Moavenzadeh há um longo caminho a percorrer, com a adaptação da infra-estrutura de carregamento como principal desafio: «Devemos criar uma infra-estrutura público-privada de carregamento eléctrico, para que o panorama dos sistemas de transporte possa fazer a mudança para a electricidade». Casasnovas adicionou mais dois obstáculos: «As pessoas precisarão de ser orientadas a apostar na mobilidade eléctrica partilhada».

O ‘Santo Graal’ dos transportes urbanos

SEAT Integração

«Uma das oportunidades mais estimulantes, porém desafiadoras, para o transporte urbano é a integração», diz Moavenzadeh, «é o que chamo de Santo Graal do transporte». Essa integração consiste em conectar todos os modos de transporte necessários, «moto, metro, car sharing ou o próprio veículo de uso pessoal, para que a viagem seja 100% integrada e totalmente transparente». Desta forma, o utilizador não deve preocupar-se em ir do ponto A ao B. Nesse sentido, Casasnovas acrescenta que “é preciso um transporte público mais flexível, que se adapte às necessidades dos cidadãos», e digitalizar todos os modos de transporte possíveis num só lugar, como uma aplicação, para facilitar o acesso à mobilidade para todos.

«A palavra-chave para as empresas de mobilidade, de infra-estruturas, de energia e, em última instância, de todo o ecossistema é colaboração», disse Moavenzadeh. E, embora existam tantas alternativas ao automóvel em ascensão que sugerem que os veículos estão com os dias contados, o especialista deixou claro que ainda há um longo caminho a percorrer: «Definitivamente, não estamos a falar do fim dos automóveis, mas de uma evolução no seu modelo de negócio», esclareceu Moavenzadeh. «O veículo, por si só, é um produto maravilhoso e continuará a fazer parte do sistema de transporte inclusivamente nas áreas urbanas, mas será mais do que apenas ter uma viatura; agora existem muitas mais opções», acrescentou.

As chaves para a mobilidade do futuro

Para Casasnovas, o futuro da mobilidade consiste em juntar forças. «Até agora, tínhamos diferentes fabricantes de automóveis competindo entre si e depois juntaram-se em grandes grupos para continuar a competir para serem os melhores do mundo». Mas, agora, «o que precisamos é de uma visão comum de onde queremos levar a mobilidade do futuro». Nesse sentido, as indicações da União Europeia são claras: «100% eléctrica, zero emissões, sem ruído e centrado em tecnologia digital e ecológica», vincou. «Agora que temos essa visão comum, o que devemos fazer é unir esforços».

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