Presidente da Câmara Municipal da Moita: «DIA vem confirmar todas as nossas preocupações»

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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelou ontem a sua decisão – positiva – quanto ao projecto do novo aeroporto do Montijo – o parecer da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) foi positivo, recorde-se, ainda que com condicionantes. Na sequência do anúncio, presidente da Câmara Municipal da Moita já reagiu: em declarações ao ‘Público’, Rui Garcia mostrou-se preocupado.

DIA confirma «preocupações» do município, diz presidente da CM da Moita

«A DIA vem confirmar todas as nossas preocupações», comentou o presidente da Câmara Municipal da Moita, o município onde ficam as duas freguesias que o Estudo de Impacte Ambiental aponta como as mais afectadas pelo ruído dos aviões – Vale da Amoreira e Baixa da Banheira. Para Rui Garcia, a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) vem corroborar as preocupações daqueles que temem o novo aeroporto no Montijo.

«Não estou surpreendido, mas estou desagradado, porque esta é uma má opção, do ponto de vista estratégico para o país e para a região, mas também por razões ambientais», declarou ao jornal o autarca, que também desempenha o papel de presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS). Na visão de Rui Garcia, também as condicionantes impostas pela APA são insuficientes.

Ligação Margem Sul-Lisboa «não é solucionável sem terceira travessia sobre o Tejo»

«As medidas mitigadoras são muito pequenas em relação à grande dimensão dos impactes ambientais, e alguns dos efeitos, como o ruído e sobre a avifauna, não são sequer mitigáveis», vincou, frisando que a DIA não aborda a «questão fundamental»: o impacto do projecto no meio ambiente. Outro dos grandes potenciais problemas trazidos pelo novo aeroporto ocorrerá ao nível das acessibilidades.

«Sobre os impactes nos transportes e nas acessibilidades, as soluções propostas [na DIA] são quase nenhumas, pelo que não dão resposta às necessidades. A ligação da Margem Sul a Lisboa não é solucionável sem uma terceira travessia sobre o Tejo», salientou. Sem uma terceira ponte sobre o Tejo, o novo aeroporto poderá «provocar estrangulamento nas acessibilidades de ligação entre as duas margens do rio» e originar um «elevado prejuízo para a região de Setúbal por via da afectação da capacidade de atracção de projectos e investimentos», rematou.

Com ‘Público’

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