Presidente de Timor-Leste encara aposta no Mar como «desígnio estratégico nacional»

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Discursando durante a abertura da 1.ª Conferência Internacional sobre os Assuntos do Mar, que decorreu na capital timorense entre Quinta e Sexta-feira passadas, o Presidente do país defendeu que a aposta no Mar é um desígnio basilar para o desenvolvimento económico da nação, reportou, em primeira mão, a Lusa.



«É tempo de apostar no Mar e na sua exploração, enquanto importante recurso económico do país»

Francisco Guterres Lu-Olo que o Mar deve ser encarado como «importante recurso económico do país» e que para que este seja capitalizado será essencial desenvolver uma política que assuma esse mesmo «desígnio estratégico nacional». Para o Presidente de Timor-Leste, «é tempo de apostar no Mar e na sua exploração, enquanto importante recurso económico do país, como um desígnio estratégico para Timor-Leste para que possa dar frutos nas próximas décadas».

Na visão do Chefe de Estado timorense, é urgente delinear uma «estratégia nacional para o Mar» dotada de uma «visão integradora» capaz de transformar «o potencial que o Mar timorense tem numa realidade para o aproveitamento de recursos e para a valorização do ponto de vista económico, social e ambiental», sem esquecer o desenvolvimento de «política global e integradora, suportada por um enquadramento legislativo adequado – ordenamento do espaço marítimo – que organize a interligação de um conjunto de sectores económicos e das empresas existentes, que seja capaz de atrair investidores e capital».

Timor-Leste apostada em «criar um modelo de Autoridade Marítima», afirmou Francisco Guterres Lu-Olo

Lembrou Francisco Guterres Lu-Olo que tanto o Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030, como o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança Nacional, instrumentos essenciais ao progresso nacional, «não dão a devida importância estratégica ao Mar e aos interesses que nele se preservam e disputam». Timor-Leste deve, alertou, «criar um modelo de Autoridade Marítima inclusivo que garanta a colaboração de todas as entidades e instituições civis ou militares, públicas ou privadas» que possam contribuir para «um ambiente de segurança marítima».

A conferência internacional, promovida pelo Instituto de Defesa Nacional de Timor-Leste (IDN-TL), teve como objectivo «promover a importância vital do mar para o país, afirmando o século XXI como o período no qual Timor-Leste se deve orientar para o mar».



Com Lusa

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