Presidente executivo da APAT frisa importância da aposta nacional nos terminais logísticos

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À margem da realização do 17º Congresso da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), que decorreu em Portimão nos dias 11 e 12 de Outubro, António Nabo Martins, presidente executivo da associação, falou à RTP, elogiando o regresso do investimento estatal na ferrovia, não deixando, no entanto, de criticar a ausência de aposta infra-estrutural em novos terminais logísticos.

Presidente executivo da APAT elogiou investimento na ferrovia

Para o presidente executivo da associação de transitários, «é bom» existir uma vaga de investimento programado na ferrovia – ainda assim, considera que é possível fazer «mais e melhor». «O último Governo, no nosso caso, deixou-nos muito satisfeitos porque apresenta aqui a hipótese de voltar a haver investimento na ferrovia e investimento a vários níveis», declarou aos microfones da RTP.

Satisfeito pelo facto de Portugal mostrar intenções de «voltar a investir na área da construção, do desenvolvimento e da inovação tecnológica na área ferroviária», o presidente executivo da APAT frisou que o «investimento na área da infra-estrutura é muito importante, apesar de ainda termos algumas críticas a fazer, porque acho que se podia fazer mais e melhor, e com isso optimizávamos o futuro», considerou.

É imperativo escolher os «melhores traçados» para maximizar a competitividade…

No que toca às críticas, António Nabo Martins apontou as falhas na selecção «dos melhores traçados ferroviários» para que o impulso competitivo seja uma realidade. Sem serem seleccionados os traçados «mais eficientes, mais curtos e mais rápidos», será difícil maximizar a competitividade deste método de transporte. O líder da APAT deu como exemplo a conexão entre Sines e Elvas, actualmente em construção.

Trata-se de um traçado «que atravessa uma serra», em que «as pendentes retiram competitividade ao comboio, porque obrigam a que o comboio tenha menos carga rebocada», explicou António Nabo Martins. Entre as críticas está também a ausência de «locais onde carregar os comboios» – ou seja, a importância dos terminais logísticos e da aposta infra-estrutural por banda do Executivo.

…e apostar no investimento infra-estrutural

«Ainda não vi, em momento algum, ninguém do Governo falar daquilo que é a infra-estrutura do terminal logístico. Ou seja, nós vamos ter comboios, supostamente, e vamos ter linhas, supostamente. Mas não vamos ter locais onde carregar os comboios», alertou, frisando ainda a importância do sector ferroviário no processo de descarbonização, unanimemente defendido pelas instituições internacionais.

«Eu não tenho grandes dúvidas que a ferrovia vá ser o futuro do transporte de mercadorias terrestres para grandes distâncias», vincou, acrescentando que quando a ferrovia for utilizada «na sua plenitude é muito mais eficiente e muito mais competitiva» do que a rodovia.

Com RTP

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