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Primeiro-Ministro rebate «críticas à utilização de Sines como peça de interface» da ‘Belt and Road’

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O Primeiro-Ministro António Costa concedeu uma entrevista ao jornal ‘Público’ dedicada ao tema da Europa – o líder do Executivo abordou a relação comercial com a China, e, nesse contexto, os potenciais investimentos que farão do Porto de Sines uma crucial peça do interface da iniciativa chinesa Belt and Road. «Nós temos uma relação com a China de mais de 500 anos», lembrou António Costa.

A ligação com a China, que se tem vindo a intensificar com o interesse do país nas virtudes geoestratégicas dos portos lusos (principalmente do porto alentejano), teve o seu corolário com a visita do presidente chinês Xi Jinping a Portugal, em Dezembro de 2018, e a assinatura de um memorando de entendimento. Para o Primeiro-Ministro, tal laço faz parte da «matriz fundamental» de Portugal.

«No dia em que estivermos numa Europa fechada sobre si própria, Portugal abdica daquilo que é uma matriz fundamental da sua própria identidade», afirmou ao ‘Público’. Portugal deve ser «um país europeu aberto ao mundo e que defenda a abertura da Europa ao mundo». Ora, a relação de Portugal com a China enquadra-se «nessa lógica de abertura ao mundo», comentou.

António Costa desvaloriza desconfianças perante investimento chinês na Europa…e em Sines

António Costa não vislumbra quaisquer problemas no investimento chinês em Portugal ou em empresas-chave do país. «O que temos de exigir aos investidores chineses é que cumpram as regras europeias», declarou, lembrando, depois, o Porto de Sines: «Quando vejo críticas à utilização de Sines como uma peça de interface da iniciativa chinesa, o que vejo também é que não houve oposição a que os portos da Grécia fossem comprados pela China, sendo uma base estratégica fundamental para todo o Mediterrâneo».

Terminal XXI Sines

Porto de Sines

Neste capítulo de Sines, António Costa pressente na oposição ao investimento dos chineses em Sines a intenção de «países que têm portos no Mediterrâneo ou no Norte da Europa a quererem limitar a capacidade competitiva do Porto de Sines».

O primeiro-ministro frisou também a importância que «o desenvolvimento de uma infra-estrutura na fachada atlântica» poderá ter na diversificação da segurança energética, actualmente dependente da Argélia e da Rússia, abrindo a porta a exportações dos Estados Unidos, nomeadamente no mercado do GNL.

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