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Programa Ferrovia 2020 apresenta uma taxa de execução de apenas 7%

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O investimento na ferrovia tem sido um dos motes mais fortes do Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas e o sector receberá uma fatia de leão dos financiamentos previstos no Programa Nacional de Investimentos 2030 – mas, afinal, em que ponto está essa aposta na infra-estrutura ferroviária do país? O ‘Público’, através de um artigo de Carlos Cipriano, analisou os dados disponíveis e traçou um cenário negro: o plano de modernização dos caminhos-de-ferro lusos até 2020 conta, até agora, com uma parca execução de 7%.

No retrato actual da evolução do processo de modernização da ferrovia portuguesa, vislumbra-se um fraco progresso do investimento infra-estrutural: dos 2,7 mil milhões de euros anunciados, apenas decorrem investimentos no valor de 158 milhões de euros – explica assim o jornal a taxa de execução de 7%. Dos vinte projectos apresentados em 2016 por Pedro Marques, oito já deveriam ter sido finalizados (dois deles nem sequer arrancaram ainda) e dos outros doze, onze já derrapam em termos de prazo, pois já deveriam estar em obras (nem sequer começaram).

Atrasos generalizados: Sines-Badajoz ainda sem adjudicação

A modernização da Linha do Minho, do troço Caíde-Marco, a requalificação do troço Covilhã-Guarda, a concordância da Linha da Beira Baixa com a Beira Alta e os trabalhos entre a estação de Elvas e a fronteira espanhola são projectos todos ainda em (lenta) progressão, tendo já ultrapassado largamente os prazos de execução. Outros encontram-se ainda mais atrasados, como corredor Sines-Badajoz, que implica a construção da linha Évora-Elvas: as obras deveriam ter arrancado em Janeiro de 2018, mas ainda nem sequer houve adjudicação.

Dos 979 km de via férrea incluída no plano de modernização, apenas 166 fazem jus à intenção

«O Ferrovia 2020 previa intervir em 1193 quilómetros de via férrea, dos quais 214 seria construção de linha nova e 979 alvo de modernização. Destes últimos, só 166 estão a ser modernizados. De linha nova, zero», escreve Carlos Cipriano, recordando ainda que os trabalhos de electrificação na região do Douro (até à Régua), ainda bem sequer foram a concurso, estando o prazo para o fim da execução das obras marcado para Junho deste ano.

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